Mary-Kate e Ashley Olsen foram duas das maiores celebridades mirins americanas dos anos 90. As irmãs loirinhas e fofinhas estouraram na série cômica “Três é Demais”, como a pequena Michelle, mas o público gostou tanto da caçula da família Tanner, papel que as gêmeas dividiam, que logo elas ultrapassaram esse universo e foram estrelar filmes infanto-juvenis, fazer discos e terem produtos baseados em seus rostos.

Claramente, atuar nunca foi o forte das duas, mas isso não impediu que elas fizessem 15 longas entre 1993 e 2004, além de participações em séries, desenhos e programas de esquetes. Produções como “O Feitiço das Gêmeas” e “As Gêmeas da Sorte” aproveitaram de todo o carisma e sucesso que elas vinham conseguindo na série da qual participavam, para colocá-las como grandes protagonistas e chamar o público para assisti-las.

Elas conseguiram fazer as pessoas as acompanharem em vários de seus projetos, mesmo enquanto cresciam e deixavam de ser apenas crianças bonitinhas. Em “As Namoradas do Papai”, elas não faziam gêmeas (provavelmente o único filme que fizeram juntas em que elas não eram irmãs), mas sim duas crianças sósias perfeitas, que trocavam de vida para conseguirem fazer com que o pai de uma delas casasse com a responsável pela outra. Nenhuma grande novidade dentro do longa, mas é uma das produções mais divertidas delas.

Entre a pré-adolescência e juventude, Mary-Kate e Ashley participaram de produções que rodaram o mundo: “Passaporte Para Paris”, “Confusão na Austrália” e “Férias em Roma” levaram as gêmeas a viajarem o planeta para fazer seus longas. As histórias sempre envolviam elas em alguma confusão por se parecerem muito, brigas e muito amor entre irmãs. Seus filmes sempre tentaram mostrar muito dessa conexão que elas têm e, talvez, por isso funcionaram tanto.

O último longa que elas fizeram juntas foi o juvenil “No Pique de Nova York“. Seguindo a cartilha de seus filmes anteriores e juntando a fórmula o apelo das obras adolescentes dos anos 2000, elas interpretam gêmeas idênticas na aparência, mas opostas na personalidade. Enquanto uma é totalmente nerd, com uma agenda maluca que tem até hora para ir ao banheiro, a outra é uma adolescente bem piradinha, baterista de uma banda de rock, que vive matando aula e, por isso, está sendo caçada pelo bedel da escola.

É, provavelmente, o filme mais bem acolhido delas pelo público. Mesmo indicado em várias categorias do Framboesa de Ouro, “New York Minute”, título original do longa, aparece com nota positiva dada pelo público em vários sites especializados de cinema. A produção conta com participações de Bob Saget, que fez o pai de Michelle em “Três É Demais” e aparece rapidamente em uma das cenas, Jared Padalecki, ator conhecido pelo papel de Sam Winchester na série “Supernatural”, que fazia o par de uma das gêmeas, e Eugene Levy, conhecido por participar em filmes cômicos como a franquia “American Pie” e “Doze é Demais 2“.

Logo depois disso, as duas entraram para faculdade de moda nos EUA, e Ashley largou a carreira de atriz, priorizando seu lado estilista. Mary-Kate seguiu equilibrando ambos durante algum tempo, fez algumas participações em séries, mas seu último filme é o longa “A Fera” de 2011, baseado no conto da Disney “A Bela e a Fera”, com Vanessa Hudgens como protagonista. Depois disso, ela deixou a sétima arte e voltou-se totalmente ao mundo da moda fazendo sociedade com a irmã, onde ambas são muito bem sucedidas.

Elas são bem discretas, e durante o tempo como atrizes, poucos foram os escândalos que estiveram envolvidas. Mary-Kate enfrentou distúrbios alimentares graves e também viu seu nome relacionado ao do ator Heath Ledger quando ele faleceu, mas tudo foi tratado de forma bem íntima.

Atualmente, “Três é Demais” ganhou um spin-off da Netflix, chamado de “Fuller House”. Todo o elenco antigo da série protagoniza ou participa dela, apenas as gêmeas Olsen não aceitaram o convite porque se aposentaram da atuação. É uma grande perda, porque Michelle é uma das personagens mais querida e lembrada pelos fãs, mas elas não se sentiram a vontade para voltar a carreira como atriz.

Apesar de não serem grandes nomes e nem terem sido boas promessas, as Gêmeas Olsen deixaram uma leva de filmes que recheiam nossa Sessão da Tarde e pode ser um bom programa para assistir em uma tarde meio preguiçosa das férias!