Em um dos primeiros artigos dessa coluna foi falado sobre a grande importância do conteúdo para o Marketing Digital. Basicamente ele é o combustível que faz as engrenagens funcionarem. Além disso, o mercado já consagrou o mantra “Conteúdo é Rei”. Seja qual for a metáfora, atualmente não se discute mais sobre a necessidade de se utilizar conteúdo útil e relevante para trabalhar a Presença Digital das marcas, empresas, instituições, profissionais e pessoas em geral que desejam se destacar.

Seja qual for a sua área de atuação, a sua presença na web deve ter um objetivo orientado por um planejamento, o que já tratamos anteriormente. Mesmo que não seja uma venda, esse objetivo representa uma conversão, ou seja, seu público de alguma forma consumiu algo que você está ofertando. Até aqui nada de novidade. A situação se complica quando se verifica que cerca de 70% das pessoas que visitam um site não estão preparadas para fazer uma compra. Essa informação provém de uma pesquisa da Hubspot, a qual trata exclusivamente de ecommerce, mas o índice não muda muito para outros tipos de conversão. Daí a necessidade de se produzir conteúdo informativo que auxilie o público na tomada de decisão.

Sabendo dessa informação, muitas marcas, empresas e profissionais aprenderam a utilizar o Marketing de Conteúdo e criaram seus blogs e outras plataformas onde publicam e compartilham seus conhecimentos. O problema é que com o passar do tempo, empresas concorrentes começaram a fazer o mesmo, muitas vezes até copiando os pioneiros. O resultado é que o conteúdo informacional por si só acabou se tornando um commoditie, ou seja, se tornou igual para todos.

Se isso vem ocorrendo na sua área de atuação, significa que é preciso ir além. Não que seu blog e sua estratégia de conteúdo devem ser abandonados. Muito pelo contrário, eles continuam sendo muito úteis. Mas é necessário algo mais. E esse algo mais é o Conteúdo Rico, o qual se pode entender como um conteúdo mais denso de informação do que um post de blog, por exemplo. Se num post comum, você costuma dizer O QUE o público deve fazer, no conteúdo rico deve explicar COMO fazer.

Dessa forma, fica claro que a principal importância do conteúdo rico é proporcionar uma diferenciação em relação aos concorrentes que estão produzindo conteúdo simples. Outra coisa é fornecer informações de qualidade ao público, afinal essa é uma forma não só de fidelizar a audiência, mas também de demonstrar autoridade no assunto. Quando o Conteúdo Rico consegue esse objetivo, ele tem o poder de iniciar relacionamentos com seu consumidor em potencial.

Isso porque o conteúdo rico pode ser usado tal qual uma isca com o intuito de atrair o público para o seus canais digitais. Essa é uma estratégia muito utilizada para conseguir seguidores em redes sociais ou construir listas de e-mail. A mecânica é simples, o visitante precisa fornecer seu e-mail ou interagir com o conteúdo inicial para poder acessar o material rico.

Mas, afinal de contas, como é um Conteúdo Rico?

Já que o Conteúdo Rico é diferenciado do simples para sua maior profundidade no assunto, ele também necessita de uma apresentação especial. Publicar esse tipo de conteúdo em um post do blog, além de não diferenciá-lo no formato de entrega, também não irá possibilitar o início de um relacionamento. Os formatos mais comuns de entrega são:

eBooks: pequenos livros em formato digital (PDF ou ePub) contendo um tema específico e geralmente explicando COMO se faz alguma coisa.

Podcasts: são como aqueles antigos programas de rádio. O conteúdo é transmitido em áudio e pode variar desde uma única pessoa falando ou grupos maiores debatendo um assunto.

Webinars: são nada mais do que seminários e palestras online que podem ser transmitidos o vivo em streaming ou gravados previamente.

Infográfico: também conhecido como Data Visualization, são peças que apresentam informações de dados através de gráficos, imagens e ilustrações.

Vídeos: é um dos formatos que mais se prolifera atualmente. Pode ser usado para conteúdos mais enxutos, que não se encaixam em uma palestra, mas necessitam de uma forma multimídia de se transmitir.

Minicursos: ou módulos iniciais de um curso maior. É um formato ótimo para atrair o público para um conteúdo mais caro que será comprado posteriormente.

Manuais: este tipo de conteúdo é muito útil para produtos e serviços novos, ou que sejam muito complexos de se utilizar.

Apresentações: os slides ainda são uma das formas mais práticas de se apresentar um conteúdo ao mesclar informações e imagens em uma composição agradável e didática.

Whitepapers: são documentações sobre um produto ou serviço e se diferem das apresentações e manuais por terem um caráter muito mais técnico.

Estes são os formatos mais comuns de Conteúdo Rico. Um cuidado imprescindível com estes materiais é que eles devem ser muito bem apresentáveis em termos de layout e entregar um conteúdo que REALMENTE seja mais aprofundado. Sem isso, o material irá parecer uma enganação e terá um efeito contrário ao desejado, pois criará uma experiência frustrante no público que o consumiu.

Dentro de sua área de atuação, quais são as suas principais experiências, habilidades e conhecimentos? Como você pode transformar isso em um conteúdo rico para conquistar a sua audiência?