Annelies Marie Frank Hollander, mais conhecida internacionalmente como Anne Frank, foi uma adolescente judia alemã, que nasceu no dia 12 de junho de 1929, era a segunda filha de Otto Frank e de Edith Hollander e irmã de Margot, 3 anos mais velha que ela.

Sua vida era tranquila e parecida a qualquer outra até que tiveram que se mudar para a cidade de Amsterdam, fugindo dos nazistas. Ao completar 13 anos, ela foi presenteada com um pequeno caderno, um livro forrado com uma pequena fechadura na frente. A menina prodígio, se assim podemos dizer, decidiu que o usaria como diário e começou a escrever ininterruptamente.

Cada página fazia com que ela descobrisse a si mesma e a sua família, sua rotina, sua vida em casa e em seu colégio. Sentindo falta de uma amiga de alma, segundo ela mesma contou, escreveu em seu caderno como se escrevesse a uma amiga imaginária, a quem ela chamava de Kitty. Escrevia em forma de cartas e esses primeiros escritos mostravam que a sua vida era uma típica vida escolar e as narrações acerca das mudanças que iam acontecendo começaram a aparecer, mesmo antes da ocupação alemã que aos poucos, oprimiram seus dias de jovem.

Quando sua irmã Margot, no dia 5 de julho de 1942, recebeu um aviso que a obrigava a apresentar-se em um campo de trabalho, Anne e sua família, com a ajuda de empregados mais íntimos da fábrica de seu pai, passaram a viver escondidos nas instalações da empresa. Foram caminhando do apartamento até a fábrica já que aquela altura, os judeus não podiam usar transporte público. E assim foram levando todas as vestimentas que podiam, pois não poderiam ser vistos com malas e bagagens.

O esconderijo era um espaço de três pisos na parte posterior do edifício com acesso a um pátio onde eles só podiam olhar. A porta que fazia a conexão entre os dois espaços era dissimulada por uma estante de livros para que ninguém desconfiasse. A menina se referia a esse espaço como um anexo secreto. Esses ajudantes das famílias que viviam escondidos eram o único contato deles com o mundo exterior e os mantinham informados sobre as notícias da guerra e todos os eventos políticos. E também eram os provedores de todas as necessidades e abastecimento de comida.

Após dois anos escondidos, um anônimo denunciou a Gestapo e a casa foi invadida. Um mês depois, toda a família foi transferida de Westerbork, um campo de concentração no Noroeste da Holanda até Auschwitz.

Ainda assim, duas das pessoas que protegeram as famílias, encontraram e guardaram o diário e outros escritos de Anne.

Quase nenhum deles sobreviveu aos campos de concentração nazistas, onde Anne e Margot morreram de tifo, em fevereiro de 1945, o que já podia ser esperado. Tudo isso aconteceu um pouco antes da libertação dos prisioneiros. Seu pai, Otto Frank, conseguiu sair do Holocausto ainda com vida, em 1947, e apenas dois anos após a guerra, publicou o diário de sua filha.

“O Diário de Anne Frank” foi uma edição em forma de livro  sobre as intimidades de uma jovem promissora que encontrou nas palavras uma forma de resistir a brutalidade dos homens. Sua última anotação data de 1 de agosto de 1944, quando os soldados da Gestapo apareceram em sua casa e levaram a todos.

Hoje, a voz de Anne Frank continua viva em cada página do seu livro e em cada leitor.

 “Escrever um diário é uma experiência realmente estranha para alguém como eu. Não somente porque eu nunca tenha escrito algo antes, mas também porque tenho a impressão de que nada do que uma garota de 13 anos escreva irá interessar mais tarde para mim ou outras pessoas. Bom, não tem problema. Eu me sinto como uma escritora”.

Anne Frank