Tradicional premiação, que surgiu há quase 40 anos na Espanha, tem o propósito de estimular a produção literária nacional e aproximar as crianças e os jovens da literatura

Criado pela Fundação SM, o Prêmio Barco a Vapor surgiu na Espanha, em 1978, com a missão de ampliar o número de autores e a relevância da literatura infantil e juvenil. No país espanhol, uma informação curiosa é que a premiação, que recebe intenso apoio do governo e de ações de voluntários, é feita pela própria rainha Letícia, acompanhada de Cristina Cifuentes, presidente da Comunidade de Madri, e do Secretário de Estado da Educação, Formação Profissional e Universidades, Marcial Marín Hellín.

Em seu 13ºano, o projeto, recebeu mais de 1,3 mil obras inscritas, cujas inscrições se encerraram no dia 10 de fevereiro. As obras serão analisadas por dois corpos de jurado, compostos de escritores e especialistas em literatura e formação leitora, em geral.

O autor vencedor, além de ter seu original publicado na coleção Barco a Vapor, receberá um adiantamento de R$ 40 mil no que se refere aos direitos autorais. Apenas um original será selecionado, independentemente da categoria, se infantil ou juvenil.

A edição do ano passado, em cujo júri, estavam nomes como o do escritor e crítico literário Julián Fuks e do jornalista e mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP Manuel da Costa Pinto, teve como vencedor Lucas Carvalho com Deslumbres e assombros de uma jornada fabulosa. A obra traz um narrador ultra consciente que discute os caminhos da própria história e convoca de forma bem-humorada a participação do leitor, além de retomar a tradição das narrativas de aventura.

No Brasil, até o momento, já são onze livros publicados. Entre eles, estão O coelho que não sabia gatês, do autor iniciante Thiago Irley, nascido na Paraíba e morador de Curitiba, Adeus é para super-heróis, da jornalista mineira Isabela Noronha, O rapaz que não era de Liverpool, do escritor gaúcho Caio Riter e A guardiã dos segredos de família, da premiada escritora mineira Stella Maris.

O Prêmio Barco a Vapor é uma realização da Fundação SM e Edições SM. A premiação, que acontece desde 2005 no Brasil, também ocorre em outros oito países como Espanha, México, República Dominicana, Peru, Porto Rico, Chile, Colômbia e Argentina.

“O Prêmio Barco a Vapor estabelece uma ponte entre autores e leitores, ao valorizar e assegurar a publicação de obras inéditas da literatura infanto juvenil. Para a Fundação SM, o Prêmio configura uma oportunidade de fomento à leitura e à produção literária, um dos pilares de nossa atuação global” – Pilar Lacerda, Diretora da Fundação SM Brasil

Mais informações sobre a premiação podem ser encontradas no site e na página oficial do facebook .