Enquanto ainda estamos divididos a saudade da Geek & Game Rio Festival e ansiosos por sua próxima edição, mas temos aí a E3 Expo, a maior convenção gamer do mundo, direto de Los Angeles. É nela que vemos as maiores promessas para os próximos meses no que diz respeito a video games em geral. Além de conhecermos em primeira mão o que vai ocupar nossas mentes – e nossos consoles e PC’s – pelos próximos anos, sempre sai de cada edição algo que nos deixa pensativos. E este ano, na conferência da EA Games, foi a internet e suas possibilidades que nos deixaram pensativos.

A internet sem dúvidas é um dos melhores meios de conectar jogadores ao redor do mundo. Boa parte (senão a maior) dos lançamentos de grandes títulos, hoje em dia, tem opções de partidas multiplayer online, bem como há também jogos exclusivamente feitos para jogarmos na rede. Claro que é ótimo poder contar com a ajuda de gamers ao redor do mundo, mas o lado ruim da moeda é que parece que os desenvolvedores esqueceram completamente o valor de jogar com alguém (literalmente) ao nosso lado. E neste sábado (10/06), a EA Games, nos aliviou com um de seus anúncios.

O jogo que recuperou um pouco de nossa fé no multiplayer local chama-se “A Way Out”, e, para resumir parece ser uma espécie de Prison Break em forma de videogame. Nele, você e outro jogador controlam cada um dos protagonistas (Vincent ou Leo) simultaneamente. O jogo foi desenvolvido para se passar integralmente com a tela dividida, e foi feito pensando em resgatar a experiência de jogar com um parceiro ao lado.

O herói por trás do jogo é ninguém menos que Josef Fares. Não sabe quem é ainda? Então: ele é um premiado diretor de cinema que dirigiu o novo clássico “Brothers: A Tale of Two Sons”. Assim como “A Way Out”, o game de 2013, é centrado numa dupla de protagonistas: dois irmãos numa jornada para salvar seu pai. O novo clássico era focado em multiplayer e foi aclamado pela crítica especializada também por sua história bem desenvolvida e comovente.

O novo lançamento do diretor de cinema e games será claramente focado não só na cooperação entre os protagonistas para as mecânicas do jogo, como também promete nos apresentar a suas histórias e motivações. Descobriremos esta jornada em 2018, para Xbox One, PlayStation 4 e PC.

E é sobre histórias bem desenvolvidas em games que precisamos falar, agora. Se são elas que salvam a experiência single-player (um jogador) de caírem no esquecimento das grandes desenvolvedoras de jogos, por quê elas também não poderiam salvar a experiência multi-jogador local?

Outro grande anúncio foi “Star Wars Battlefront 2”. Enquanto o primeiro era completamente online, esta sequência deverá finalmente nos entregar um modo história, que poderá ser jogado individualmente. E tudo indica que não é apenas para calar os inúmeros pedidos dos fãs – a EA investiu pesado para entregar uma história relevante para o universo de Star Wars. Aliás, Battlefront 2  também terá um modo de jogo com tela dividida. O game será lançado em Xbox One, PS4 e PC em 17 de novembro.

Aquela que nunca esqueceu de juntar todo mundo

A gigante japonesa Nintendo nunca deixou de valorizar a diversão de receber amigos e família para compartilhar um momento juntos diante do videogame. Enquanto seu portátil 3DS usa e abusa da conexão online, para você jogar com (e contra, claro) o mundo todo, seu novo console Switch definitivamente veio para tomar o lugar no Wii e Wii U como aquele console que é secretamente o centro das atenções na festa.

A capacidade de dividir partes do console no segundo controle não é apenas uma inovação, mas é também uma afirmação do compromisso nintendista de juntar as pessoas. Reforçando que não há nada de errado em jogar online, mas fazê-lo perto de amigos é uma coisa em outro nível. Talvez os gamers mais jovem, que não viveram nos anos 90, não fazem ideia do que estamos falando aqui, então fica a dica!

A experiência de derrotar alguém do lado numa partida de Super Smash Bros. ou Mario Kart é maravilhosa. E mesmo que você perca, ainda é igualmente divertido. Enquanto a Microsoft e seu Xbox tem mais foco nas funções de multiplayer online e a Sony, com o PlayStation 4 parece ser mais experiente em trazer as maiores experiências single player, a Nintendo quer ser aquela que põe a galera toda na sala. Não seria ótimo se todos procurassem trazer um pouco de cada uma dessas experiências?

Pensa aí, mas não deixe de conferir, caso ainda não tenha assistido, o trailer de “A Way Out”!

  • Eu acompanhei a E3 apenas a partir da conferência da Microsoft, então não vi o trailer desse jogo que você falou. Ele realmente tem uma premissa legal de jogador local, mas esse esquema de prisão e etc não me atrai. rs
    Espero que outros jogos venham nesse estilo!
    Beijos

  • Eu não tenho costume de acompanhar a E3, apenas vejo o que me interessar depois pela internet. Mas curti muito a ideia desse novo jogo, muito legal jogar no cooperativo assim, um game inteiro, acho que a ultima vez que joguei algo assim foi um pouco de Diablo 3 a anos atrás. A Nintendo é maravilhosa, sempre teve o compromisso de jogos para amigos e família, até hoje aqui em casa vivemos jogando Smash Bros, Bomberman, Mario Kart e etc com os amigos.

    Bites!

  • A onda do multiplayer engessou a indústria. Tem game que foca TANTO nisso que esquece os pequenos apelos que trouxeram o mundo gamer ao patamar de hoje, como valorizar essas experiências locais com bom conteúdo singleplayer, ou um co-op ao estilo de A Way Out. E o mais legal é ver um indie resgatar essa ideia a la Goldeneye do 64, que fez tanto sucesso. Eu como fã dos indies, não podia ter ficado mais feliz /o/

  • Esse game me deixou muito intrigado. Em um mundo que coloca o máximo de jogadores em um servidor para se digladiarem surge um game cooperativo ao extremo.

    Um sistema de matchmaking poderoso ou um amigo inseparável serão obrigatórios para avançar na história…

  • Primeiramente: eu sou apaixonada pela Nintendo. Exatamente por esse fato de mesclar tão bem o single, multi local e multi online. Eu gosto de juntar pessoas pra jogar, gosto de jogar com meu noivo. Inclusive um dos meus favoritos é o The Legend of Zelda Skyward Sword. Achei fantástico o fato da tela ser dividida de forma diferente, um no Pad outro na tela comum. Funciona bem demais!
    Me interessei muito por esse, mas eu realmente só invisto na Nintendo agora. Porém se algum dia eu tiver uma graninha sobrando pra outros consoles, esse seria um jogo que eu compraria. Até por ter assistido Prison Break também hahaha

  • Não sou muito ligada a games, mas me dá um ânimo saber que as empresas estão resgatando essa “nostalgia” de poder jogar com alguém fisicamente ao seu lado. Já somos tão isolados por telas hoje em dia, é tão fácil se perder dentro de uma… por que não se perder acompanhado? 😉

  • Não consegui acompanhar tudo da E3, fui logo na Nintendo que era o que eu estava esperando tanto por causa do switch. Mas vi o trailer de A Way Out e preciso confessar que fiquei arrepiada <3

  • Curti muito o trailer de A Way Out, acho que adoraria jogar o game exatamente pela similaridade com Prison Break que é uma das minhas séries preferidas! E, de fato, seria tão legal se todas se dedicassem a trazer um pouquinho de cada experiência, não é mesmo?
    Literalize-se