Se tem uma coisa que Rebeca Gusmão entende é de competição: nas piscinas, nas superações pessoais – quando a disputa é consigo mesma pela vida – ou num reality show. Após sua participação em A Fazenda, em 2015, ela ganhou de presente a gravidez de Zeus, seu filho de 1 ano que é seu final feliz. Mas não desligou do reality. A ex-nadadora está de olho na edição atual, dá suas alfinetadas e declara sua torcida.

– Quando o Dinei entrou achei que ele era um cara bacana, que ia representar o esporte como o Amaral, que é meu amigo. Agora ele parece uma mistura de Mara com Luka!, opina Rebeca, que teve uma série de desavenças com Mara no reality.

Mas não é só o comportamento de Dinei que incomoda a ex-nadadora. Sobram críticas para outros participantes:

– Fábio Arruda tentando reverter uma situação irreversível, depois daquela discussão ridícula com a Minerato. Nahim não quer estar lá. Ana Paula é a mais forte candidata a ganhar, só tem que tomar cuidado com algumas pessoas. O Doc Marcos está mostrando que as pessoas merecem uma segunda chance e amadureceu como pessoa. Marcelo e Matheus são bonzinhos demais.

Nesta edição a sua preferida foi eliminada logo na primeira roça:

– Estou torcendo para a Ana Paula Minerato porque foi a que chegou mais perto do prêmio, sempre é uma ótima fazendeira e depois que a Nicole saiu minha torcida ficou para ela.

Rebeca em A Fazenda  

Em 2015 a ex-nadadora acredita que caiu numa armadilha da qual costuma se livrar fora da pressão de um reality show: a influência.

– Aqui fora não entendem. É que lá dentro é muito intenso, é diferente. Qualquer motivo se torna motivo para explodir. Lá a gente tenta refletir e não perder a  paciência, mas tem gente que entra lá para tirar a paciência dos outros. Fiz muita coisa errada sim. A minha briga com Douglas por exemplo, não era minha, era uma confusão dele com o Thiago. Lá aconteceu uma coisa que aqui fora é exatamente o oposto: fui influenciada. Não se deixar influenciar é uma característica marcante minha.

Livro e o final feliz de Rebeca Gusmão.

Do pódio ao poço, do pulso de morte à celebração da vida. Rebeca Gusmão – ex-nadadora que perdeu quatro medalhas conquistadas nos Jogos Panamericanos Rio 2007, acusada de dopping – é a prova de que sempre há esperança e que com muita força de vontade é possível, sim, dar a volta por cima. Após se tornar mãe do pequeno Zeus, aos 32 anos ela está relançando sua biografia – Virada Olímpica – A carreira, a queda e a superação – e quer incentivar pessoas mostrando sua vitória na vida pessoal e profissional. “Quero que saibam que até os mais fortes passam por momentos de fraqueza”, diz ela, que atualmente é personal trainer, colunista e palestrante.

Se em agosto 2013 a brasiliense deu um susto ao quase morrer em uma tentativa de suicídio devido à depressão, em 2017 – quatro anos depois –  ela se sente completamente realizada com a maternidade e mostra que sua vontade é desfrutar da vida.

“O Zeus veio como um recado dos Céus, um anjo, uma benção, a cura do vazio que eu sentia dentro da minha alma. Ele me mudou como pessoa, como mulher, como ser humano. Meu filho me fez descobrir sentimentos que jamais imaginaria que existissem, um amor maior do que tudo. A maternidade nos torna mais forte e eu me sinto uma leoa hoje em dia. Sem dúvida ganhei a maior responsabilidade de toda minha vida. Estou muito mais madura e feliz”, conta Rebeca.