Enfim, chegou a temporada das premiações! E quase tão esperado e importante quanto as cerimônias de premiação é o tapete vermelho. Além de ser um momento de rápidas entrevistas e de conferir quem veio e quem não, o tapete vermelho das grandes premiações são um grande indicador de tendências e comportamento.

Os vestidos e ternos escolhidos para o red carpet podem expressar mensagens políticas e sociais como aconteceu no Globo de Ouro e nos Grammys: por meio do simples fato de escolherem a cor preta para seus vestidos, atrizes e cantoras manifestaram sua insatisfação com o machismo e com o assédio sexual das indústrias do cinema e da música.

Certas vezes os looks que são apresentados nos tapetes vermelhos tornam-se um ícone de estilo e há vezes que roubam a cena de toda a premiação. É possível que você não se lembre quem ganhou o prêmio de artista do ano nos VMAs de 2001, mas com certeza se lembra do look all jeans do então casal Britney Spears e Justin Timberlake. O vestido de carne com que Lady Gaga pisou no tapete vermelho do VMAs 2010 virou uma das peças mais icônicas da cantora. E como esquecer o vestido Prada azul que vestia Lupita Nyong’o no Oscar de 2014?

Os looks dos tapete vermelho também ditam tendências: os tecidos, aplicações e modelos presentes nos vestidos das celebridades imediatamente são copiados e incorporados ao guarda-roupa de festas de nós, meros mortais. Quem nunca deu um google nas roupas de red carpet das famosas antes de escolher como se vestir ou o que comprar para um festa? Quem nunca fez isso, pelo menos já sonhou em trajar um daqueles deslumbrantes vestidos longos das nossas atrizes favoritas.

Mas o que pouca gente sabe é que o red carpet hoje é um negócio extremamente lucrativo, tanto para as celebridades, quanto para os agentes, e também para os estilistas. Mesmo que as marcas e as famosas digam que não há dinheiro envolvido e que os looks são mera cortesia das grifes, não é bem assim. As artistas chegam a ganhar até 800 mil reais para usar determinada peça durante uma premiação. “Tudo envolve dinheiro. É Hollywood, não estamos na igreja”, disse Brandon Maxwell, stylist de Lady Gaga, para o site “Business Insider”

O negócio funciona assim: meses antes os stylists começam a negociar com grifes de roupas e acessórios e apresentam opções para as celebridades. Mas de antemão, os profissionais fecham um contrato com a grife, para garantir que a famosa use a marca, e é aí que o stylist ganha sua parte. Se for um evento de renome como o Oscar ou o Globo de Ouro o profissional pode receber entre 25 e 50 mil dólares. Já o maquiador ganha cerca de 45 mil dólares para usar os produtos de beleza e dar os créditos em fotos e entrevistas. Já a atriz, cantora ou influenciadora chega a faturar de 100 a 200 mil dólares apenas para usar o vestido de determinada marca.

Quase nunca as jóias e roupas pertencem a quem vestiu. Quase sempre são apenas empréstimos para a noite da festa, quase um esquema de Cinderela – mas diferente do conto de fada, a moça sai com mais dinheiro da festa –.  Contudo, através destes empréstimos as celebridades viram um tipo de embaixadoras da marca que pode render até uma campanha, que são, muitas vezes a principal fonte de renda das famosas.

Contudo, os stylists afirmam que oferta de dinheiro não é garantia de escolha. Muito mais do que pensar no dinheiro que irá ganhar em um primeiro momento, a decisão das roupas leva em conta a parceria com a marca a longo prazo e se a grife traduz bem a imagem e o público da celeb em questão.

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