A resenha dessa semana é mais uma vez do querido Nicholas Sparks, muito famoso por seus livros românticos e reflexivos, a história é sobre uma adolescente que vive o momento do divórcio dos pais e todo ressentimento que essa situação costuma causar. Vamos acompanhar todo o drama do relacionamento conturbado entre a jovem e seus pais, principalmente com o pai, e é claro que também haverá romance. Leia e envolva-se com a história da nossa protagonista Ronnie, que no filme foi interpretada por Miley Cyrus.

Ronnie tem 17 anos e já carrega a separação dos pais em sua bagagem, não que isso seja sempre ruim, mas para ela foi muito. Ela não conseguiu encarar como o melhor a ser feito e por isso mudou bastante o seu modo de agir, tornou-se uma adolescente rebelde e amargurada, envolveu-se em diversas confusões, sempre achando que o mundo girava em torno dela, somente ela era o que importava. Acabou adquirindo uma certa independência, não compartilhava muito seus problemas com ninguém, sempre que possível, se virava sozinha mesmo, e embora seja tão independente em alguns momentos, ela precisa de muita atenção. Ronnie sempre foi apaixonada por música e principalmente por piano, todavia abandonou tudo após a separação de seus pais.

Um belo dia, sua mãe decide, por achar melhor para os filhos, que Ronnie e seu irmão mais novo devem passar as férias com o pai, numa praia, que por sinal é belíssima, em Carolina do Norte. Sem nenhuma opção, ela vai, mas está bem disposta a estragar tudo ou, até mesmo, retornar para casa antes do término do combinado, não age da melhor maneira, e sempre que pode torna a relação um pouco pior com seu pai.

O pai de Ronnie vive de maneira pacata, é bem na dele, admira obras de artes e é ex-pianista. Foi quem ensinou a filha a tocar e sempre a incentivou nesse amor pela música. Steve tenta ser um bom pai, porém é muito difícil lidar com a filha. Ela coloca toda a culpa pela separação nele.

Nesse meio tempo, Ronnie conhece Will, um garoto bastante popular e bem rico, tem fama de ser conquistador, mas não é como muitos podem pensar, ele não é “mauricinho, filhinho de mamãe”, é bem gente boa, e eles se conhecem num dia não muito bom para ela, afinal ela está sempre entristecida, chateada por qualquer coisa, tornam-se amigos e logo “rola” um interesse um pelo outro. Já mais calma e tranquila, ela começa a ceder, e a relação com o pai melhora muito, eles se tornam até amigos.

Ronnie vai descobrindo o que é o amor de maneiras diferentes, primeiro com Will, pois eles vão se apaixonando ao longo da história, vai ter bastante sofrimento também, como todo bom romance. Segundo, o amor pelo pai, ela começa a reconhecer e deixar a reaproximação acontecer. E isso também vai causar uma certa dor na garota.

A protagonista deixa de ser uma garota mimada, chata, rebelde e egoísta e torna-se uma jovem melhor, mais compreensiva, que as pessoas aceitam, admiram. Mas algo inesperado está para acontecer, e isso mudará tudo.

Alguns sentimentos se encontram e embaralham a vida de Ronnie, são eles: amizade, amor, raiva e o perdão. E é a mistura de tudo isso que torna a história mais envolvente e cativante. Muitos vão se encontrar na personagem principal, outros nos pais, ou no irmão, ou até mesmo no namorado. Porque todo o enredo sempre envolve mais do que apenas as pessoas que tem seu papel principal. Tem sempre um amigo para aconselhar, um irmão para tentar amenizar, o namorado para confortar e é isso!

É uma linda história que vai mexer, nem que seja um pouquinho, com cada leitor.

Resenha: A Última Música, de Nicholas Sparks
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