Um misto de “A bela e a Fera” e “Game Of Thrones”, muita ação e intrigas.

Já falamos por aqui um pouco de Sarah J. Maas, pois já fizemos algumas resenhas de seus livros, mas hoje trazemos mais uma de suas obras que nos surpreendeu tanto para o bem quanto para o mal.

Em “Corte de espinhos e rosas”, temos a história de Feyre, uma jovem humana que se vê envolvida em uma história de intrigas e seres completamente diferentes de seu mundo. Além de ver a sua vida mudar drasticamente.

Desde muito cedo, Feyre se viu obrigada a ajudar em casa, pois se não fosse ela, toda a sua família passaria fome. Para que isso não ocorresse, Feyre se tornou caçadora, e com essa renda ela consegue colocar o que comer na mesa e ainda realizar alguns desejos de suas irmãs.

A personagem tem duas irmãs, ambas mais velhas que ela e muito mal agradecidas e orgulhosas. Feyre só as ajuda porque jurou a sua mãe, em seu leito de morte, de que cuidaria de sua família quando esta não estivesse mais na terra dos vivos.

O pai de Feyre também é um homem orgulhoso, porém acabou perdendo tudo devido a sua ganância. Assim, ambas as irmãs de Feyre já tinham vivido no luxo e tinham tido o mínimo de educação. Muito diferente de nossa protagonista, que praticamente não sabe ler, e como sua irmã mais velha tem orgulho – ou asco – em dizer que Feyre é um caso perdido e não sabe o que é ter bons modos. Afinal, quando o seu pai perdeu tudo, Feyre era apenas uma menininha e sua mãe, quando se foi, não teve tempo de dar uma boa educação para a filha mais nova.

A história em si começa quando Feyre em um dia cansativo de caçada, que nada conseguiu caçar, encontra um cervo e consegue encurralá-lo. Mas o que ela não sabia é que esse animal não era um animal qualquer, mas sim um feérico em forma de animal.

Mais tarde, quando descobre, acaba se vendo presa a um grão-feérico e terá de viver no meio de seres que antes simplesmente abominava. Mas, é claro, que toda essa visão será mudada no decorrer da história.

“Eu queria estar na música, queria pegar carona naquela velocidade e me entremear nas notas. Eu conseguia sentir a música ao meu redor como uma coisa viva que respirava, cheia de maravilhas, alegria e beleza.”

Mesmo sendo mostrada como um ser forte, Feyre, a protagonista em questão, tem atitudes um tanto infantis e imaturas. Por mais que saibamos que é jovem, praticamente acabou de sair da adolescência, ainda nos colocamos à prova a questão de que ela teve que amadurecer muito cedo para cuidar da família. Uma grande parte das vezes ela se torna, inclusive, cansativa com as suas atitudes bobas.

“Somos poderosos demais, entediados demais com a mortalidade para sermos reprimidos por qualquer coisa.”

A base da lenda feérica que Sara J. Mass usa para criar a sua história é ótima, mas infelizmente, dentro desse contexto, ela não explorou como deveria, pois poderia ter trazido muito mais sobre as lendas que circulam por aí. Talvez na continuação dessa história possamos ver um pouco mais dessas lendas. Pois, “Corte de espinhos e rosas” faz parte de uma trilogia que já falamos um pouco por aqui. Além desse livro, também temos “Corte de Névoa e Fúria” e “Corte de Asas e Ruínas”.

Com uma leitura fácil e dinâmica, o livro é lido com bastante rapidez. A diagramação é boa, uma vez que a fonte e o espaçamento entre as palavras faz com que os seus olhos fiquem confortáveis para fazer a leitura. E a capa? Isso é um capítulo a parte, em tons de roxo e azul, e flores e espinhos desenhados em preto de forma delicada, tendo assim o que nos remete a história de Feyre nesse livro.

“Eu estava cheia de raios de sol. Era como se eu jamais tivesse experimentado o verão antes”.

Resenha: Corte de espinhos e rosas, de Sarah J. Maas
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