Uma história de superação, dedicação e acima de tudo muito amor.

Em “O lado bom da vida”, o protagonista é Pat, um jovem que acaba de sair de uma instituição psiquiátrica, ele tem 30 anos, e antes de tudo acontecer, ele dava aula.

Pat, infelizmente, não se lembra porque parou na casa de cuidados, e acredita que sua esposa, chamada Nikki, precisou de um tempo no relacionamento, ele acredita que ela necessitava ficar longe dele por alguma razão, mas não consegue lembrar exatamente quais foram os motivos.

Após passar um período internado, ele ainda não está totalmente bem, pelo contrário, o nosso protagonista não sabe quanto tempo ficou internado, não sabe o porquê e tem problemas com a memória, de vez em quando, ele “surta”.

Pat é muito apaixonado pela Nikki, e não vê a hora de encontrá-la, porém ela não deseja vê-lo, mas ele não sabe disso. Assim que sai da internação, Pat vai morar com seus pais e ele aceita, pois acredita que isso irá durar pouco tempo, o necessário para que tudo fique bem entre o casal.

Mas há algo muito errado nessa história, algo que sua família e seus amigos não contam, disfarçam, tentam preservar Pat de alguma maneira e ele percebe.

Pat entende que houve, certamente, algum desentendimento entre ele e sua esposa, começa fazer atividade física porque acha que está acima do peso. Querendo entrar em forma para a esposa, tenta também ser uma pessoa melhor, ser mais gentil, começa a se interessar por coisas que Nikki gosta, como os livros, por exemplo.

Com o passar do tempo, Pat vai percebendo que tá tudo errado, e que apesar de aguardar a volta para casa – para sua esposa – isso está cada vez mais distante, e ninguém explica nada. A única coisa que ele sabe é que tem que ficar distante dela.

Um dia, com toda confusão na sua mente, Pat vai jantar na casa de seu melhor amigo, nesse jantar acaba conhecendo Tiffany, a cunhada do amigo dele. Ela também tem problemas e faz tratamento com psicólogo.

Surge, então, uma interação entre os dois, Pat é vidrado em exercícios físicos e Tiffany começa a praticar também, junto com ele.

O rapaz não questiona a companhia, aceita que ela corra com ele, embora só fale sobre Nikki. Tiffany não se importa e acaba tentando ajudá-lo. Ambos sofrem psicologicamente e vão dando suporte um ao outro, dentro do possível para cada um.

Ao longo da narrativa percebemos o quanto Pat é um homem sensível, amoroso e o quanto está fragilizado com tudo que está acontecendo no seu relacionamento.

Existe no enredo essa mistura de sentimentos, o amor que ele sente por Nikki, a amizade que vai construindo com Tiffany, que é tão parecida com ele, e essa confusão que existe na cabeça do personagem. E tudo isso faz surgir uma reflexão que nos leva sentir essa “agonia” que Pat vive. Quem nunca viveu por momentos assim, de grande “bagunça” sentimental, muitas vezes não entendemos porque estamos em determinada situação e nos vemos sem respostas para tantos questionamentos.

Pode parecer meio clichê, mas a história vai trazer muitas respostas para tais conflitos nossos, vamos nos ver muitas vezes no lugar de Pat, outras vezes no lugar de Nikki, assim como no de Tiffany.

Pat é uma pessoa que transborda positividade, ele acredita que tudo dará certo, busca a gentileza acima de qualquer outra coisa e isso é bastante interessante para o nosso dia a dia. Podemos pensar de maneira parecida, tentar enxergar o LADO BOM DA VIDA acima de tudo e respeitar os sentimentos dos outros.

Leia e descubra qual personagem, qual história de vida é mais parecida com a sua.

Resenha: O lado bom da vida, de Matthew Quick
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