Uma ficção baseada na mitologia arábica e que faz parte de uma trilogia, com o último livro a ser lançado em março de 2018

Para quem gosta de uma boa ficção em que inclui revoluções políticas, a descoberta de novos lugares, ação e um pouquinho – bem pouquinho – de romance “A Rebelde do deserto”, lançado pela editora Seguinte aqui no Brasil, é o livro que você precisa ler.

Em “A Rebelde do deserto”, somos apresentados a Amani Al’Hiza, uma garota nos seus 16 anos que vive em uma cidadela, chamada Vila da Poeira, no final do mundo no deserto de Miraji. Lá, Amani vive na casa de sua tia, irmã mais velha de sua irmã, mas isso não quer dizer que ela era bem-vinda no lugar.

Sua mãe morreu e Amani já não tinha pai, com isso foi obrigada a morar com os seus tios, porém tudo o que a menina mais quer é sair da Vila da Poeira. Quando ouve a conversa entre os seus tios de que se Amani não conseguir nenhum pretendente, o próprio tio irá desposá-la, pode ter certeza de que essa informação é a gota d’água para a protagonista e por isso, ela resolve ganhar dinheiro de alguma forma para conseguir fugir.

 

“Sonhar com os lugares de que minha mãe falava deixou de ser suficiente quando o alçapão se abriu sob os pés dela.”

Assim, ela resolve ir a um campeonato de tiro, porém nada sai como o planejado, causando uma grande confusão. Mas é por causa desse campeonato que Amani conhece Jin – um forasteiro –, e de acordo com os eventos que se sucedem ela vê que esse forasteiro é uma de suas esperanças para sair daquele lugar (mas não é bem da forma que vocês estão pensando).

No dia seguinte, um Buraqi aparece na Vila da Poeira e a mulher que conseguir conquistar esse buraqi tem em mãos uma grande fortuna e um cavalo muito veloz, mas muitas coisas acontecem no meio tempo e claro, Amani foge da Vila com Jin.

Muita coisa acontece, muitas descobertas são feitas por Amani, inclusive que ela não é uma pessoa comum. Algo que sempre a destacou foi seus olhos incrivelmente azuis, algo nem um pouco comum nas cidades do deserto. E devido ao seu comportamento acaba sendo conhecida como “A bandida de olhos azuis”, mas na verdade ela é muito mais que isso.

“Diga que é assim que deseja que sua história seja contada, e vamos escrevê-la pela areia até o mar. É só dizer.”

No final das contas, percebemos que o caminho e a vida de Amani é permeada de dor e de perdas, e que uma vida no deserto é muito dura, fazendo com que tomemos atitudes que mais tarde nos faça infeliz, mas que no momento foram necessárias.

Em suas 312 páginas, permeada de mitologia arábica e uma história muito bem contada, “A Rebelde do deserto” nos conquista desde a primeira página. Além disso, aprendemos um pouco como é a realidade das mulheres que vivem nessa cultura, da sociedade machista, de como é a vida das pessoas que vivem no deserto, etc.

O segundo livro é “A traidora do trono”  – que logo teremos resenha por aqui – e o terceiro será lançado em março desse ano com o título ainda em inglês “Hero At Fall”, é continuar lendo a trilogia e o que temos a fazer é esperar pelo último livro.

E sabe o que é o melhor de tudo é que os direitos de adaptação para a produção cinematográfica já foi comprada por Willow Smith, para quem não sabe a filha de Will Smith tem a sua própria produtora, a MSFTS production, e o filme de “A Rebelde do deserto” será produzido em parceria com a Cartel Entertainment. E outra, a atriz Willow Smith também fará parte do elenco como Amani Al’Hiza – a protagonista.

“Você é um charme de pessoa, alguém já te disse isso? – Pra falar a verdade, já. Mas costumam dizer sem revirar os olhos.”

Resenha: A rebelde do deserto, de Alwyn Hamilton
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