6º Olhar de Cinema – Festival internacional de Curitiba promove retrospectiva em homenagem a F.W Murnau

Os filmes mais luminosos da história do cinema foram feitos por F. W. Murnau. O renomado cineasta alemão é o homenageado pelo Olhar Retrospectivo da sexta edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que acontecerá entre os dias 7 e 14 de junho, em Curitiba, capital do estado do Paraná, Brasil.

A retrospectiva contará com cópias em DCP, feitas recentemente, de 10 filmes do Murnau, 8 dessas nunca exibidas no Brasil. A seleção inclui as obras-primas mais celebradas do diretor: “Nosferatu” (1922), “A Última Gargalhada” (1924), e “Aurora” (1927), além de outros filmes não tão conhecidos. A restauração do filme mais antigo de Murnau que existe intacto, “Caminhada Noite Adentro” (1921), feito pelo Museu de Cinema de Munique, é uma perfeita combinação entre as quatro bobinas do negativo da câmera original sobreviventes com material de outras fontes. Oito das dez cópias são fornecidas pela Fundação Friedrich Wilhelm Murnau, um arquivo que guarda importantes filmes de vários diretores alemães.

Friedrich Wilhelm Murnau (1888-1931) nasceu na cidade de Bielefeld, e foi criado em Kassel. Estudou filologia, história da arte, literatura e teatro, depois entrou para o exército e serviu como comandante e piloto de caça na Primeira Guerra Mundial. Como cineasta, trabalhou com diversos gêneros – incluindo romance, comédia, horror, melodrama e fantasia – durante o período dinâmico nos tempos iniciais na história do cinema, conhecido hoje como Expressionismo Alemão. Murnau deixou a Alemanha sob contrato com a 20th Century Fox, e gravou quatro filmes nos Estados Unidos, antes de morrer, com 42 anos de idade, em um acidente de carro uma semana antes da estreia de seu belo filme “Tabu” (1931). Muitos dos trabalhos de Murnau foram perdidos ao longo do tempo, como acontece com grande parte dos cineastas da era silenciosa. Dos 21 filmes feitos por ele, hoje restam apenas 12 que se encontram completos.

“Murnau é a primeira retrospectiva do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba de um mestre pertencente ao período mudo do cinema” diz o diretor e diretor de programação do festival, Antônio Junior. “Ele é um cineasta que joga sua luz dentro da escuridão de uma arte expressionista, reflexo de um tempo sombrio de pós Primeira Guerra Mundial. Murnau, profundo conhecedor da técnica e estética da arte cinematográfica, deu a câmera uma função de refletir os sentimentos de seus personagens e as atmosferas de seus filmes. Ele carregava consigo uma verdadeira fé no poder da criação de imagens e tinha convicção que com elas criaria obras potentes. Assim, Murnau, com a narrativa e o simbolismo de sua arte e sua vida, é um nome que apresentamos na tentativa de dialogar com o momento obscuro que vivemos”.

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