Comemorando 80 anos do texto original de John Steinbeck e 60 anos recém-completos da montagem brasileira dirigida por Augusto Boal, Ricardo Monastero e Ando Camargo dão vida aos conhecidos personagens George e Lennie da obra de 1937 e que já ganhou versões internacionais em cinema e teatro. Completam o elenco os atores Natallia Rodrigues, Tom Nunes, Cássio Inácio Bignardi, Roberto Borenstein, Pedro Paulo Eva e Thiago Freitas. Inédito no Rio de Janeiro, “Sobre Ratos e Homens” – contemplado pelos prêmios APCA e Cenym de Melhor Espetáculo 2016 – está em cartaz até 30 de abril no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB Rio de Janeiro.

A montagem começou a ser pensada há seis anos, quando Ando Camargo apresentou o texto a Ricardo Monastero, que começou a produzir de imediato. Kiko Marques dirige esta versão que conta com cenário de Márcio Vinicius, figurino de Fábio Namatame, luz de Guilherme Bonfanti, trilha sonora de Martin Eikmeier e visagismo de Raphael Cardoso.

“Sobre Ratos e Homens foi um dos primeiros romances que li em minha vida intelectual adulta. Não me lembrava disso. Também não tinha ideia da influência que o romance havia exercido sobre mim até receber o convite para dirigir o espetáculo. Veio-me então à cabeça tudo o que senti, pensei e fiz a partir da história dos dois amigos e seu sonho e o quanto fui tocado por ela. Hoje, diante da tarefa de transpor esse encontro para o palco, entendo esses dois personagens e sua trajetória como parte do conteúdo arquetípico que nos forma. Assim como é impossível ler Dom Quixote sem ter a certeza, desde as primeiras páginas, de já conhecermos profundamente aquele senhor magro montado em seu cavalo e seu fiel escudeiro, também em Ratos e Homens é impossível não ter para com Lennie e George, uma afinidade onírica e um pacto de amizade eterna”, comenta o diretor Kiko Marques.

Sinopse

George e Lennie são dois amigos bem diferentes. George tem os olhos inquietos, é astuto e determinado; já Lennie é dotado de enorme força física, mas com algum atraso intelectual e tremenda ingenuidade. Forçados a lidar com a realidade, só a verdadeira amizade permitirá que continuem sonhando. No enredo repleto de tensão masculina, a única mulher em cena é Mae, a esposa de Curley, o filho do patrão. Ela joga com seu charme e persuasão para desestabilizar a ordem dos funcionários da fazenda. É sobre ela que se estabelece o conflito clímax da trama.

Sobre o autor

“Sobre Ratos e Homens” transita entre a comédia e o drama, uma oportunidade de viver sonhos, verdadeira amizade e a esperança de uma realidade mais acolhedora. John Steinbeck é um autor admirado desde a década de 1930 no panorama literário mundial, agraciado como Prêmio Pulitzer (1940) e o Prêmio Nobel de Literatura (1962) por seus escritos imaginativos e ao mesmo tempo realísticos de percepção social aguçada. Seus romances podem ser classificados como obras sociais, que lidam com os problemas econômicos do trabalho rural, mas também apresentam uma paixão pela terra, que entram em choque com sua visão politizada.

Cheio de humor agressivo e de verve afiada, o autor confirmou sua genialidade escrevendo sobre a dignidade silenciosa dos pobres e oprimidos, se tornou um mestre na dissecação de personagens presos pelas armadilhas do mundo injusto.

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