Você não é mais como era ontem. Nem anteontem. Muito menos antes de anteontem.

Chegamos ao mundo de repente e nesse mesmo de repente nos encontramos em um lugar completamente novo e muito diferente do que estávamos acostumados a viver antes: na barriga de nossa mãe. Começamos por aí a nos reinventar.

A boa notícia é que não temos memória desse dia. Mas, uma coisa é certa: desde então nossas vidas nunca mais foram as mesmas.

Fomos obrigados a aprender a comer, demonstrar algum sinal quando algo não estava bem, falar, andar, ler, escrever e todo o resto. Um grande processo de aprendizados e mudanças que começa desde cedo.

E, ao passar dos anos, temos dia após dia a nos reinventar, reconhecer, refazer, recomeçar e muitos “res” por aí. Cada um seguindo um propósito, com uma direção diferente. Mas todos em constante mudança, seja ela fácil, difícil, boa ou ruim.

Nesse meio tempo, o medo geralmente é um acompanhante fiel de diversas situações. Toda mudança, encontro com o desconhecido e novidade gera certa ansiedade, o que causa insegurança.

Mas, o que seria de nós se não fosse o medo? Se não fossem essas mudanças que, de tempos em tempos, aparecem pra balançar geral a nossa vida e botar tudo nos eixos? Qual a graça se tudo fosse fácil, simples e não nos gerasse nenhum incômodo? Será que tomaríamos alguma atitude e evoluiríamos como acontece ou pararíamos no tempo e manteríamos, ciclo após ciclo, os mesmos pensamentos, ações e tudo o que compõe o nosso ser?

As mudanças que passamos em nossas vidas vêm para mostrar que estamos em uma constante jornada em busca da nossa melhor versão. E essa busca, geralmente, não têm um fim certo. Os seus gostos do passado não servem mais para quem você é hoje. As suas escolhas passam longe das feitas anteriormente e o seu modo de pensar, de criar pré-conceitos em sua cabeça já mudaram conforme o tempo foi passando.

Se tudo isso não aconteceu, então alguma coisa está errada. E precisa, claramente, mudar.

Mesmo quem não acredita em evolução de alma, corpo e espírito, não pode negar o fato de que, se você não muda, o mundo muda sozinho e não te espera acompanhar. Quem não participa da dança, fica fora do jogo e está destinado e viver em um total atraso.

Os últimos tempos têm mostrado que manter velhos padrões de pensamento já não cabem mais numa sociedade em constante transformação. Uma transformação de valores, de moral, de ética, de política, de crenças, de todos os setores que envolvem direta – ou indiretamente – nosso dia a dia.

Repito – Você não é mais como era ontem. Nem anteontem. Muito menos antes de anteontem.

E não, isso não quer dizer que devemos abandonar nossas crenças essenciais e nem mudar valores que consideramos importantes. Mas a ideia é que saiamos dessa bolha que muitas vezes nos consome e não dá espaço para que possamos ter autonomia de pensar e decidir.

É sair do senso comum, é buscar ser melhor a cada dia e abrir mão de coisas que já não fazem mais sentido. Afinal, quando que empurrar com a barriga deu algum resultado positivo?

Pense fora da caixa, reflita novas possibilidades, se reinvente. Todos os dias, a cada momento, em pequenos gestos. Experimente novos sabores, roupas que antes você não gostava, frequente lugares que você não ia.

A sensação de olhar para trás e ver que só melhoramos com o passar do tempo é engrandecedora e confortante.

Erramos no meio, voltamos duas casinhas para trás, mas o quanto vamos para frente não tem medo. Estamos em constante aprendizado. Não é possível passar por essa vida achando que sabemos de tudo. Nunca saberemos. Mas não custa tentar e fazer o melhor que puder para conhecer grande parte desse tudo.

Reinvente-se. Hoje é um belo dia para começar, não?