Inspirada em um caso real de pedofilia, “Blackbird” aborda um tema de caráter social, ético e moral, através de um homem de 56 anos e uma jovem de 27, que se reencontram quinze anos depois de terem tido uma relação amorosa, quando ela tinha apenas 12 anos de idade e ele, 41.

Um drama que discute as consequências a longo prazo do abuso sexual, o amor entre pessoas de idades diferentes e os instintos sexuais versus os padrões éticos e morais que temos em nossa sociedade. Mas Blackbird vai além ao dialogar com esse tema de maneira responsável e humana, sem ser unilateral, preconceituosa e sensacionalista. Reestreou dia 2 de março no Teatro Dulcina.

Ética, moral e tabu: A todo o momento vemos casos semelhantes serem noticiados pelos meios de comunicação, mobilizando iniciativas governamentais e não governamentais no combate e solução do problema. Entretanto, algumas mídias divulgam e exploram a pedofilia de maneira sensacionalista, e essa é a grande diferença de Blackbird, que não aborda o tema com tal característica, e, sim, pretende discutir o assunto ampliando a nossa definição de ética, moral e tabu, não se limitando apenas a uma discussão simplista de abuso sexual.

BlackBird, do escocês David Harrower estreou na cidade do Rio de Janeiro, dia 13 de setembro de 2014, sob a direção do renomado Bruce Gomlevsky, com Viviani Rayes, Yashar Zambuzzi e Nínive Kienteca. Com 4 temporadas bem-sucedidas nos teatros Gláucio Gill, Casa de Cultural Laura Alvim, Tom Jobim e Serrador. Recentemente com uma montagem na Broadway, com Jeff Daniels e Michelle Williams indicado ao Tony Awards como melhor ator e atriz.

História de sucesso de Blackbird

Blackbird foi considerada pela revista Veja Rio como uma das 10 melhores peças em cartaz no Rio de Janeiro, com 3 estrelas. Recebeu 4 indicações ao Prêmio Botequim Cultural nas categorias: Melhor espetáculo, Melhor ator, Melhor atriz e Melhor diretor. Recebeu uma indicação ao Prêmio Shell na categoria Música. Recebeu uma indicação ao Prêmio Questão de Crítica na categoria Trilha Sonora Original. Considerado um dos 21 espetáculos mais populares do Site Teatro em Cena, RJ. Classificada, pelo site Conexão Mundo, entre os 5 espetáculos imperdíveis no Rio. Listada entre Os Melhores Espetáculos do Ano de 2014, no Rio de Janeiro, pelo Crítico Gilberto Bartholo (jurado do prêmio APTR).

Sobre o texto e autor

David Harrower é considerado pela crítica do Reino Unido como um dos mais importantes escritores da atualidade. Em 2005 escreveu Blackbird, ganhando os prêmios de Melhor Peça Revelação no Festival Internacional de Edimburgo, em 2005, o Prêmio Laurence Olivier de 2007, de Melhor Peça e o Prêmio L.A Drama Critics Circle Award de 2011. O texto tem a força de desafiar o público a expandir a sua definição de amor como também interrogar os limites éticos e morais. Qualquer um que já tenha vivido um relacionamento e esse amor foi interrompido, como um casamento que terminou em divórcio amargo, entenderá o desafio dos personagens, através dos segredos e autoenganos, tentando compreender o passado para que eles possam seguir em frente. Perguntado do que a peça tratava, o autor apenas limitou-se a responder:

“Eu tenho consciência de que estamos diante de um terreno minado e perigoso, pois todos nós sabemos que esse tipo de relacionamento não deve acontecer. Mas foi muito importante para mim deixar esses dois personagens numa sala, juntos e sozinhos, para dizer qualquer coisa que quisessem um ao outro, sem censurá-los. E eles podem e têm esse direito. Porque são as duas únicas pessoas que sabiam exatamente como se sentiam e o que eles de fato queriam”.

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