A primeira montagem de “5 X Comédia” estreou em 1995 no Rio de Janeiro e foi um enorme sucesso de bilheteria. Foi visto por mais de 450 mil espectadores e chegou a entrar em cartaz em casas de shows como “Canecão” no Rio de Janeiro e “Tom Brasil” em São Paulo.

Com cinco esquetes cômicas, a peça foi retomava a tradição brasileira do extinto teatro de revista e do “besteirol” e contava com alguns dos melhores atores dos anos 90: Fernanda Torres, Luiz Fernando Guimarães, Miguel Magno, Débora Bloch e Diogo Vilela – que em São Paulo foi substituido por Pedro Cardodo. Sylvia Gardenberg teve a idéia original da primeira versão produzida pela Dueto Produções – fundada com sua irmã, Monique Gardenberg, que encabeçou esta remontagem.

Diretora dos filmes “Benjamin” e “Ó Pai, Ó” e das peças teatrais “Os Sete Afluentes do Rio Ota” de Robert Lepage e “Baque” de Neil Labute, Monique Gardenberg procurou o diretor Hamilton Vaz Pereira e fez a proposta de dirigirem juntos o sucesso dos anos 90, “5 X Comédia”. Além de assinar a direção das três montagens anteriores, Hamilton foi o líder do “Asdrúbal Trouxe o Trombone”, grupo carioca que marcou a geração jovem da década de 70.

Dessa vez, a diretora optou por “uma dramaturgia sofisticada que faz rir” – ao invés de ficar apenas na linha do humor escrachado. Bruno Mazzeo ajudou na indicações dos nomes que iriam interpreter os textos contemporâneos de Jô Bilac, Julia Spadaccini, Jô Bilac, Pedro Kosovski e Gregório Duvivier.

A peça começa com Debora Lamm usando um figurino de Branca de Neve – assinado por Cassio Brasil, interpretando uma versão moderna em que a clássica personagem de Wald Disney quer ser uma mulher empoderada e feminista mas não consegue se adaptar aos dias atuais. Em seguida, Bruno Mazzeo tenta fazer o filho de oito meses dormir com diversos métodos. A situação chega ao extremo e ele acaba sendo preso.  Na terceira esquete, Fabíula Nascimento entra em cena vestida de arara vermelha e conta a história de uma ave que fora contrabandeara do interior do Pará e espera para ser vendida há muitos anos em um Pet Shop em Curicica, Rio de Janeiro. Tudo ia bem até a chegada de um cachorrinho poodle que usa coroa de princesa. Thalita Carata é uma figurante que acredita ter talento, tira o diretor do sério e tenta filar um lanche. Para finalizar, Lúcio Mauro Filho tenta estabelecer regras para fazer uma suruba com sua mulher numa festa no apartamento emprestado da sua mãe. Seu desespero ao não conseguir se adequar à situação, representa o machismo do personagem e consequentemente, do próprio público.

Se você quiser conferir o trabalho dessa nova geração de atores e autores, não perca “5 X Comédia” nessa curta temporada em São Paulo. Confira nossa agenda para outras informações.

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Por Pitty Webo