Parece que foi ontem – mentira que não parece, não – que a cantora norte-americana Madonna, hoje mundialmente famosa e conhecida como Rainha do Pop, lançava seu primeiro documentário, há 25 anos, intitulado “Na Cama Com Madonna”. Recheado de controvérsias, antes, durante e depois do lançamento.
 
“Truth or Dare: On the Road, Behind the Scenes and In Bed with Madonna”, que seria o título original do documentário sobre a turnê Blond Ambition Tour, se a distribuidora Miramax não tivesse mudado, ganhou o mundo e rendeu quase 30 milhões de dólares, que na época era tipo: Alcançar o topo da supremacia musical.
 
Então, para estar na cama com a “deusa do sexo”, como a cantora foi chamada na época, e a eterna “Like a Virgin”, que não é virgin há muito tempo, escolhi 7 músicas que não são dela, baseado em alguns dos CDs lançados pela diva pop, dentro dos múltiplos segmentos explorados por ela e criei essa lista que, quem sabe um dia, escutaria se estivesse na cama com ela.
 
Começando com um álbum mais recente, “American Life”, que além de apresentar muitas referências político-sócio-econômicas e culturais, sendo uma crítica sobre a conduta do sonho americano, ele talvez tenha sido um dos álbuns mais intensos, na minha opinião, de Madonna. Então, se é para ser intenso, por que não ouvir “The Beautiful People”, do Marilyn Manson. Eu curto pra c@r@lh* e acho que ela ficaria bem animada com todo o darkness moment.

 
Voltemos no tempo, aos primórdios, quando foi lançado o seu primeiro álbum “Madonna”, em 1983. Dele, saíram sucessos inesquecíveis como “Hollyday”, “Borderline” e “Lucky Star”. Na época, uma outra cantora surgia e a mídia chegou a dizer que as duas eram “inimigas de mercado”. Como a gente sabe que é tudo intriga para render matéria, “Girls Just Want to Have Fun”, da Cindy Lauper, também vem pra cama com a gente.

 
Falando em intriga da mídia, essas confusões em que a Madonna tá quase sempre envolvida, quando a Lady Gaga surgiu ouvia-se muito que ela queria ser a nova Madonna, a dona da p*rr@ toda. Em 1989, o álbum “Like a Prayer” chegou trazendo outros inúmeros hits, incluindo a música maravilhosa que deu nome ao disco, dentre eles estava também “Express Yourself”, que, voltando à intriga, supostamente teria sido levemente plagiada por Lady Gaga em “Born This Way”, lançada em 2011.
 
Aproveitando a repercussão, durante a turnê do MDNA ela cantou um medley de E.Y/BTW, que você pode ver aqui, puxando em sequência “She’s Not Me”. Ui! Mas como a polêmica ficou “elas por elas” e ambas se declaram admiradoras do seus trabalhos mutuamente, vamos ouvir Gaga, afinal God makes no mistakes.

 
Avançando alguns anos na discografia madonnesca, chegamos aos anos 2000. Um novo milênio, os ETs não invadiram a Terra, o mundo não acabou e a queen mudou, mais uma vez, um pouco o seu estilo pop lançando “Music”, com uma pegada bem eletrônica e apresentando fortes influências do country pop, do folk e do rock.
 
Dadas as influências e escolhendo algo oposto à sonoridade do álbum, escolhi uma música bem propicia a se ouvir na cama, “Someday”, da banda Los Lobos (lançada em 2004 e trilha do filme “A Love Song For a Bobby Long”), pensando na vida e/ou vendo um strip-tease.

 
Por falar em strip-tease, em sensual seduction by Madonna, vamos para 1992, com o lançamento de “Erótica”. O álbum que teve seis singles lançados, mas nenhum tão famoso quando a música título, foi o primeiro fracasso de Madonna no ramo, assim como um dos CDs com mais polêmicas por trás.
 
O maior marco dele foi falar sobre liberdade sexual, a dificuldade em se aceitar diferente do que era “normal” para a hipócrita sociedade, em uma época pós-AIDS, onde a desinformação e o preconceito dominavam as mentes no mundo. Então, se precisamos nos libertar e aceitar quem nós somos, valorizando nossa sexualidade, solta o som de “I Touch Myself”, da Divinyls, que é bem a nossa cara sis.

 
Depois de nos tocarmos, vamos deixar as tretas de lado e ir para o ano de 2005, quando a loira ficou ruiva, depois loira de novo, e lançou o “Confessions On a Dance Floor”, que, na minha humilde opinião, é o melhor disco dela, sem f*ck!ng dúvidas. O pop virou disco, virou set-list obrigatória, virou hit, virou beats, virou colam, virou “Please don’t say you’re sorry”, virou arrasiane e Madonna voltou a ser a dona da p*rr@ toda, com uma das turnês mais fodas e rentáveis, mostrando que não é só a rainha do pop como uma verdadeira “Dancing Queen”, aos quase 50 anos!

 
Chegando mais próximo da atualidade, o último álbum em estúdio da cantora não rendeu tanto quanto se esperava de um “Rebel Heart”. Lançado no ano passado, com parcerias de produtores e DJ famosos, a obra foi quase flopada, mesmo tendo ótimas músicas, quem vão além dos singles. Nós sabemos que a rainha do pop tem altos e baixos, e para animar essa gatinha, escolhi uma música brasileiríssima e é pra tombar daqui pra frente, afinal: Bitch, you are Madonna!

 
É triste a dor do parto, mas terei que deixar Madonna na cama e seguir em frente. Na semana que vem, teremos um MixTape nacional, com um artista independentes que admiro e sei cantar todas as músicas de seu primeiro álbum, numa entrevista exclusiva para nossa alegria! Eu fico por aqui. Abraços apertados, beijos molhados, um cheiro no cangote e até!

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