Que pode fazer toda a diferença.

O que você fez hoje que refletiu ao seu redor ? Você criou uma conexão?

Você já parou para pensar que cada uma de nossas atitudes no dia a dia contribuem para a mudança ao redor? Lendo assim parece pouco, pequeno, sem sentido. Mas foi Mahatma Gandhi quem disse “Temos de ser a transformação que queremos no mundo”. E, podemos fazer isso através de nossa própria conexão. Está confuso? Calma aí!

Digo isso porque, dia após dia, somos levados a ficar no time dos desanimados diante dos acontecimentos que vivenciamos. Porém, e se pensamos diferente? Que, talvez, isso “também seja comigo”, “eu também devo participar”, será que não teríamos (ou pelo menos começaríamos) a mudar a realidade em que vivemos?

Quando Gandhi disse esse ensinamento, ele se referia tanto às mudanças individuais, quanto às coletivas. E, nesta segunda, podemos encontrar o que chamamos de agentes de união.

Buda, em um de seus sutras – nome dado aos ensinamentos falados pelo mestre – descreve o mundo como uma grande rede de inter-relacionamentos. Algo como uma imensa teia de raios luminosos em que cada intersecção é uma joia, capaz de receber e emitir luz em todas as direções. Podemos ver o agente de união como uma dessas joias.

Cada indivíduo que compreende as necessidades do meio em que vive e age em benefício da paz e da harmonia funciona como um núcleo capaz de receber e emitir os mesmos raios de luz que impactam a iluminação do coletivo.

Percebemos no outro uma nova conexão que dá oportunidade de mudar a nossa realidade

Dizemos isso porque, quando paramos com a pressa e percebemos o outro, além do nosso próprio umbigo, nós começamos a nos sensibilizar para o coletivo. E começamos a fazer pontes. Só com uma grande rede de conexões nós seremos capazes de mudar a realidade ao nosso redor.

Paramos de ser coadjuvantes e passamos a ser protagonistas de uma história que, afinal, é nossa.

E, sabendo que uma verdadeira mudança começa com pequenos detalhes, por que não começarmos onde nos cabe? Em casa, na roda de amigos, no trabalho… são várias as situações que podem nos transformar em agentes de união.

E tudo começa com a observação. Como diria José Saramago, no Ensaio Sobre a Cegueira: “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”. Enxergar o outro além da superficialidade é de grande valia ao passo que nos coloca no lugar dele. E a sentir como. E a ter mais vontade de mudar aquela situação e ajudar. Olhe nos olhos, observe além de máscaras e esteriótipos. É tudo uma questão de observação. De sair dos muros que aumentam o nosso individualismo. De criar uma conexão.

Em nosso convívio, com as cobranças diárias, prazos, pressas no geral, nós acabamos acostumados com a ideia de que o Tempo é o senhor de tudo e, por isso, cada vez mais vivemos numa eterna correria, sem ter tempo para parar, respirar e perceber ao redor. Ou enxergar além daquilo que estamos acostumados a ver com a correria. Muito mais forte do que o tal Senhor do Tempo, é o Amor. Este, que sobrevive a cada segundo em tudo o que fazemos, quando fazemos com amor. E, dado o devido clichê, é o único capaz de tudo.

Precisamos começar a perceber o outro com afinco. Entender que, em meio ao caos diário,há pessoas se esforçando e lutando para fazer deste mundo um lugar melhor. Então, porque não nos unirmos a isso? Enxergar o outro como um pontinho de luz radiante pronto para se tornar uma nova conexão?

Todos temos a oportunidade de melhorar a nossa vida e ao redor. E pequenos gestos fazem toda a diferença. Olhar nos olhos, ouvir sem interrupções, pensar antes de falar, cumprir o que promete e respeitar as vivências e evoluções alheias já são ótimos pontos para um se tornar um agente de união. E você pode começar hoje mesmo. Basta querer.

Vamos juntos?