Viajar é maravilhoso. Morar um tempo no exterior traz experiências únicas. Principalmente quando é um sonho de infância ir para determinado país. Mas se encantar completamente por outro lugar que não seja o seu principal destino já é algo novo. Assim aconteceu com Celso Pinto, 24, um estudante de Engenharia Química que sonhava em morar na Alemanha, mas acabou se apaixonando pela Noruega.

Desde pequeno Celso tinha fascinação em conhecer o país germânico, não só pela história de guerras e de Nazismo, mas também por ser uma das grandes potências do mundo. Ao longo da vida e com a escolha da profissão ele foi percebendo que a Alemanha tinha muito mais a oferecer do que ele imaginava. “Eu acabei me envolvendo muito com a química e o país é uma referência mundial”. Ele também gosta de um desafio, e o idioma do país muitas vezes é tido como um aprendizado impossível, o que não o desmotivou, fez aulas de alemão e pôde se comunicar muito bem durante o período que morou lá, cerca de 18 meses.

Por estar na Europa, isso facilitou e muito que o futuro engenheiro pudesse visitar diversos países. Foram quase 40 e entre eles estão Portugal, França, Turquia, Itália, Espanha, Inglaterra, Rússia, Grécia, Marrocos, entre outros. Cada território possui sua particularidade, alguns se assemelham ao Brasil de formas únicas e peculiares como Portugal, nossos colonizadores, Marrocos e Turquia pela “malandragem” e pensamentos retrógrados em relação ao machismo e Itália por terem habitantes muito receptivos.  Mas teve um lugar em especial que muito o encantou em diversos aspectos, a Noruega. Um pequeno país localizado norte da Europa, que faz divisa com Suécia, Finlândia e Rússia.

O país impressionou muito a Celso pelo seu sistema de ensino, pelo comprometimento da população em realmente serem cidadãos e honestos, pelas cidades serem pequenas e isoladas e mesmo assim todos se preocuparem em aprender inglês, que não é uma das línguas oficiais, e também pelas belezas naturais, e essas marcaram a vida dele para sempre. Ele visitou a capital da Noruega, Oslo, e acampou em uma cidadezinha chamada Tromsø. “Lá é uma cidade no extremo norte da Noruega, é um pedaço de gelo muito pequeno, parece que não vive ninguém”.

Para viver profundamente cada momento dessa viagem, Celso alugou um carro e durante três dias ele e seus companheiros de jornada ficaram passeando pela região em busca de aventuras e conhecendo cada beleza natural que o lugar podia oferecer. Mas o principal objetivo deles era conhecer a Aurora Boreal, que são fenômenos naturais que acontecem em regiões ao norte da Terra. Eles ocorrem devido ao contato dos ventos solares com o campo magnético do planeta. É algo lindo, único e encantador, conhecido mundialmente e visto em poucos países, a Noruega é um deles. São como cortinas de raios junto ao horizonte que tomam cores esverdeadas, lilás, amareladas, formando uma linda paisagem.

Durante três dias Celso e seus amigos estavam em busca da beleza desse fenômeno. “A gente tinha apenas três horas de dia, e vinte e uma horas de escuro, então não queríamos dormir para não perder a Aurora de forma nenhuma. Nós só dormíamos essas três horinhas”.  Eles pegavam o carro assim que acordavam e iam para a rua. Visitaram vários fiordes, que são regiões montanhosas por onde o mar passa e têm origem na erosão das montanhas devido ao gelo, são uma linda paisagem. “Era lua e mar, sem iluminação qualquer e a gente saía estrada a fora buscando esses fiordes. A distância é de mais ou menos uma hora a uma hora e meia de um para o outro”.

O estudante conseguiu ver a Aurora Boreal duas vezes e essa experiência é algo que ele nunca vai esquecer. Foi a melhor viagem que ele fez em toda a sua vida e o principal motivo foi presenciar esse fenômeno tão de perto. Uma verdadeira aventura, a primeira vez ao norte da Noruega e a segunda ao sul do país. Foi um momento tão especial que Celso decidiu marcar isso em sua pele para sempre. “Sem dúvidas foi a melhor experiência que eu já tive até hoje. Não tem nem com o que comparar. Foi o que gerou a minha tatuagem, porque para mim representa todo o meu intercâmbio, toda a minha experiência da viagem. Foi maravilhoso”.