Produtoras voltam a se associar depois de Benjamim (2002) e Ó Paí, Ó (2006)

“Paraíso Perdido”, novo filme da cineasta Monique Gardenberg (Benjamim, O Paí, Ó), foi rodado em São Paulo. O longa narra a saga da excêntrica família de José (Erasmo Carlos). Marcada por perdas e desencontros, eles buscam ser felizes encerrados no Paraíso Perdido, uma boate parada no tempo, onde cantam música popular romântica.

O longa marca a volta de Monique ao cinema autoral, com uma história que define como “saborosa e visceral”. A fotografia é assinada por Pedro Farkas, que esteve ao lado da diretora emJenipapo”, seu longa de estreia. A direção de arte é de Valdy Lopes (“O Escaravelho do Diabo”), enquanto Cassio Brasil (“Linha de Passe”) assina o figurino, e Rosemary Paiva (“Ensaio sobre a Cegueira”), a maquiagem.

Erasmo Carlos faz o papel do patriarca José, Julio Andrade e Hermila Guedes são seus filhos (Angelo e Eva), Seu Jorge seu filho adotivo (Teylor), Jaloo e Julia Konrad seus netos (Ímã e Celeste), Malu Galli dá vida a Nádia, ex-mulher de Ângelo, e Lee Taylor seu filho. Marjorie Estiano, Humberto Carrão, Felipe Abib são os agregados da família. O elenco conta também com as participações especiais de Paula Burlamaqui, Celso Frateschi, Daniel Infantini, Bel Kovarick, Cristina Mutarelli e Nicole Puzzi (que vive Lidia, gerente da boate).

Ao abordar sentimentos como a paixão, traição, vingança, o filme traça um paralelo entre as temáticas passionais da “música brega” – aqui entendida como substantivo, já que o filme presta uma homenagem a este gênero musical, e à mitologia grega.

A produção musical é assinada por Zeca Baleiro, que também colaborou na pesquisa musical.  As canções funcionam, ao mesmo tempo, como trilha sonora e narrativa desse thriller melodramático. Compõem a trilha canções de Odair José, Marcio Greick, Gilliard, Reginaldo Rossi, Fernando Mendes, Paulo Sergio, Valdick Soriano e ainda Belchior, Raul Seixas, Chico Buarque e Roberto & Erasmo, além de versão de Bob Dylan e Carly Simon.

As filmagens foram feitas em São Paulo entre 6 de março e 8 de abril, tendo como locação principal a casa Le Reve, no Baixo Augusta, caracterizada para ser a boate Paraíso Perdido, além de outras locações espalhadas pela cidade. A produção executiva é de Justine Otondo. O longa é uma coprodução da Casé Filmes e Dueto Filmes. A distribuição é da Vitrine Filmes.

Elenco:

José: Erasmo Carlos
Angelo: Julio Andrade
Eva: Hermila Guedes
Odair: Lee Taylor
Milene: Marjorie Estiano
Teylor: Seu Jorge
Nádia: Malu Galli
Pedro: Humberto Carrão
Joca: Felipe Abib
Participações Especiais: Paula Burlamaqui, Celso Frateschi, Bel Kovarick, Cristina Mutarelli, Daniel Infantini, Nicole Puzzi.

Ficha Técnica

Roteiro e Direção: Monique Gardenberg
Produção: Casé Filmes e Dueto
Produtor: Augusto Casé
Coprodutores: Carlos Martins e Jeffrey Neale
Produção Executiva: Justine Otondo e Augusto Casé
Assistente de Direção: Luciana Batista
Direção de Produção: Cristina Alves
Produção Musical: Zeca Baleiro
Direção de Fotografia: Pedro Farkas
Direção de Arte: Valdy Lopes Jr.
Figurino: Cassio Brasil
Maquiagem: Rosemery Paiva
Som: Jorge Rezende Vaz

Sobre Monique Gardenberg

Monique Gardenberg nasceu em Salvador, Bahia. Estuda economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1982, junto com a irmã Sylvia Gardenberg, fundou a Dueto Produções, empresa precursora na criação eventos culturais históricos, como o Free Jazz Festival, Carlton Dance Festival, Carlton Artes, Tim Festival. Em 1989, Monique estudou cinema na New York University, dirigindo seu primeiro curta, “Day 67″. Seu segundo curta, “Diário Noturno”, estrelado por Marieta Severo, sai como o grande premiado do Festival de Cinema de Gramado de 1993, recebe o prêmio máximo no Festival de Brasília, Festival de Viña Del Mar, Prêmio Especial do Júri no Festival de Buenos Aires e convite para o 51º Festival de Veneza. Em 1996, lança o seu primeiro longa, “Jenipapo”, que fez parte da seleção oficial do Sundance Film Festival, Toronto Film Festival e Rotterdam Film Festival. Em 2002, lançou no Festival de Sundance e no Festival do Rio, sua versão para o cinema de “Benjamim”, livro de Chico Buarque e se lança como diretora teatral com a saga “Os Sete Afluentes do Rio Ota”, de Robert Lepage, obtendo cinco indicações para o Prêmio Shell. Em 2005, dirige a peça “Baque”, de Neil Labute, e Deborah Evelyn recebe o Prêmio Shell de melhor atriz. Em 2006, lança o filme “Ó Paí Ó”, baseado na peça do Bando de Teatro Olodum, cujo sucesso lhe rende um seriado na TV Globo, onde assina a direção geral. Em 2008, estreia a peça “Um dia, no verão”, de Jon Fosse e em 2010, alcança grande reconhecimento com a peça “Inverno da Luz Vermelha”, de Adam Rapp. Em 2012, adapta e dirige a peça “O Desaparecimento do Elefante”, de Haruki Murakami e em 2014, estreia “A Hora Amarela”, de Adam Rapp. Em 2016 dirige “Fluxorama” e a nova versão “5 X Comédia”, ao lado de Hamilton Vaz Pereira.

Ao mesmo tempo em que roda “Paraíso Perdid”o, Monique se dedica a mais três projetos cinematográficos:  “A Caixa Preta”, obra prima do consagrado escritor Israelense Amos Oz, “Boca do Inferno”, de Ana Miranda e “Ó Paí, Ó 2″.

Sobre Augusto Casé

Com uma longa estrada no cinema, atuando desde 1987 nas mais diversas posições do processo criativo e de realização, Augusto Casé se tornou um dos produtores de cinema mais ativos da atualidade. É responsável por grandes sucessos recentes do cinema nacional, como “Ó Paí, Ó”, “Muita Calma Nessa Hora 1 e 2″ , “Cilada.com”, “E aí, Comeu?”, “Os Caras de Pau”, “Depois de Tudo” e o documentário “Sobral Pinto – o homem que não tinha preço” . Dentre os trabalhos de destaque na televisão, Casé traz no currículo os programas “Conexões Urbanas”, “De Perto Ninguém é Normal”, “Ó Paí, Ó” , “Cilada”, “E aí, comeu – série TV” e “Asdrubal Trouxe o Trombone”.