Depois de passar por Buenos Aires e Santiago do Chile e ser visto por mais de 1 milhão e 500 mil pessoas desde sua estreia em 2003, o musical O Mágico de Oz” apresenta a sua nova temporada no Teatro Bradesco Rio à partir de 16 de março. Dezesseis anos depois da estreia, Billy Bond consegue surpreender nesta superprodução ao acrescentar novidades ao espetáculo.

A superprodução musical tem realização da Black & RedProduções, adaptação de Billy Bond e Lilio Alonso, direção geral de dramaturgia de Billy Bond e Andrew Mettine, direção musical de Bond e Villa, direção de cena de Marcio Yacoff, coreografia de Ítalo Rodrigues e figurinos de Carlos Alberto Gardin. Billy Bond, artista italiano considerado um dos mais talentosos diretores de musicais em atividade no Brasil, é responsável por produções como “After de Luge”, “Rent”, “A Bela e A Fera”, “Les Miserables”, “O Beijo da Mulher Aranha”, “Natal Mágico”, “Cinderella”, “Um Dia na Broadway”, entre outras.

Um time de atores mirins integra o elenco da produção: Dando vida à Dorothy está a atriz Bia Jordão (2012 – musical “Galinha Pintadinha” – personagem Maria Fernanda; 2013 – série “Zoo da Zu” – protagonista; 2014 – musical “Menino Maluquinho” – personagem Carol; e 2015 – “Cúmplices de um Resgate” (SBT) – personagem Julia Vaz). Tem participação especial na série “Que Talento”, no Disney Channel – personagem Bia. Com diálogos e músicas cantadas em português, criadas especialmente para esta versão, o espetáculo traz 22 canções, com destaque para “Quero Ver o Arco-Íris”, versão para “Somewhere Over the Rainbow “(E.Y. Harburg e Harold Arlen), em que a atriz Bia Jordão canta acompanhada pelo som do instrumento ukelelê.

A história, consagrada no filme estrelado por Judy Garland, conta o sonho de Dorothy que, acompanhada do cachorro Totó, deixa o sítio onde mora com os tios e viaja até o mundo de Oz. Uma terra mágica e distante, além do arco-íris. Lá, conhece personagens que exaltam qualidades como coragem (Leão), inteligência (Espantalho) e amor (Homem de Lata). Conhece também a Bruxa Má, que tenta impedir a volta para casa. O espetáculo é inspirado livremente na obra de Lyman Frank Baum, de 1900, criador de um dos mais populares livros escritos na literatura americana infantil.

Superprodução

O musical é rico em efeitos especiais, como o vento produzido por ventiladores de grandes dimensões que fazem os espectadores se sentirem como a menina Dorothy, dentro de um furacão. Entre os recursos cênicos que transportam o espectador para o interior da cena, destaque para o gelo seco, telões de led de altíssima resolução e projeção de mapping, além de equipamentos em 4D. Usados para envolver e encantar a plateia, o musical tem ainda efeitos especiais que simulam chuva, folhas  secas de papoulas caindo sobre os espectadores, além do perfume das flores e outros aromas da floresta.

O Mágico de OZ

“O Mágico de Oz” foi considerado o melhor filme familiar de todos os tempos pelo American Film Institute. A Secretaria Municipal de Educação da cidade de São Paulo criou recentemente o “Programa O Mágico de Oz”, que prevê a criação de comissões de prevenção à violência nas escolas, usando a dramatização da peça. O livro infantil “O Mágico de Oz” teve mais de 3 milhões de exemplares vendidos no Brasil nos últimos quatro anos. O espetáculo “O Mágico de Oz” foi premiado como o melhor musical de 2003.

Sobre Billy Bond

Nome de destaque no cenário do showbizz, o diretor italiano Billy Bond – que morou muitos anos na Argentina e fez carreira no Brasil – é um dos maiores diretores de musicais em atividade no Brasil. Há mais de 30 anos no país, é responsável por diversas produções. Billy revela que a partir dos anos 2000, sedimentou seu formato de encenar espetáculos musicais com total liberdade de criação. 70 a 80 profissionais trabalham durante a sessão da peça – do maquiador à produtora, passando por técnicos, atores e bilheteiros.

No fim dos anos 60, Bond lotava espaços em meio à ditadura na Argentina, com o grupo de hard rock Billy Bond Y La Pesada. Também produzia espetáculos pop. Alguns duramente reprimidos pela polícia, como o que fez em 1972 no Luna Park. Chegou a ter mais de 100 músicas censuradas na época. No Brasil, produziu Ney Matogrosso em 1975. Na época também atuou como vocalista da banda Joelho de Porco. Produtor responsável pela vinda da banda Queen aos Brasil, nos anos 80. Hoje, à frente da Black & Red Produções descobriu nova fórmula para produzir e dirigir musicais.

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