O CCBB-RJ apresenta a exposição O triunfo da cor. O pós-impressionismo: obras-primas do Musée d´Orsay e do Musée de l´Orangerie.

A montagem integra pinturas, desenhos e gravuras de reconhecidos nomes da história da arte na França do final século XIX. Entre eles: Paul Cézanne, Vincent Van Gogh, Paul Gauguin e Toulouse-Lautrec. Artistas com produções distintas mas que são ligados pelo fio condutor da escala cromática pós-impressionista. O que significa a emancipação da paleta de cores, com total liberdade pro ato de pintar.

Em números, O triunfo da cor apresenta 75 obras de 32 artistas com a curadoria de Guy Cogeval, presidente do Musée d`Orsay e a curadora da instituição Isabelle Cahn. Além de Pablo Jimenez Burillo, diretor cultural da patrocinadora Fundación MAPFRE. Vale citar que a exibição da mesma exposição no CCBB-SP rendeu a visitação de 172 mil espectadores. A temporada carioca abriu ao público dia 20 de julho e se encerra 17 de outubro.

mulheres do taiti gauguin

Imagem: Paul Gauguin. Mulheres do Taiti, 1891. Óleo sobre tela

Serão vistas telas de valor cultural inestimável como as telas A palhaça de Cha-U-Kao, de Toulouse-Lautrec, A italiana e Fritilárias (coroa-imperial em vaso de cobre), de Vincent Van Gogh, Mulheres do Taiti, de Paul Gauguin, O estudo para “Um domingo a tarde na ilha de La Grand Jatte” de Georges Seurat e A colheita ou Paisagem bretã, de Émile Bernard.  

A exposição está dividida em quatro módulos: A cor científica, abordando a técnica do pontilhismo. Em seguida, No núcleo misterioso do pensamento. Gauguin e a Escola de Pont-Aven, apresenta excelentes trabalhos da viagem do pintor ao Taiti. No terceiro, Os Nabis, profetas de uma nova arte, estão trabalhos que comentam a ligação das cores aos estados de espírito. No quarto e último, A cor em liberdade, são encontradas obras produzidas entre o final do século XIX e início do XX  as quais apontam certas direções artísticas que a aquela contemporaneidade imprimir.

a italiana de van gogh

Imagem: Vincent Van Gogh. A italiana, 1887. Óleo sobre tela

O percurso sugerido colabora com a noção didática formulada por centros culturais e alguns museus que tem como mote receber montagens de grande porte com o intuito de atrair alto número de público. Apesar da visão negativa da crítica especializada em relação as exposições blockbusters como Impressionismo: Paris e a Modernidade, o benefício de uma exposição como O triunfo da cor é extremo pois proporciona o encontro do visitante com um tipo de arte instalada apenas em museus do exterior. O que indica também o interesse no consumo da arte como um todo e na mudança da relação entre público x acesso as artes.  

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Por Michaela Blanc