Uma semana de palestras, workshops e debates sobre
o verdadeiro impacto da moda

Ontem a Fashion Revolution Week” deu início aos eventos que ajudam a moda a se tornar uma força para o bem. O objetivo do movimento é fazer com que você sempre pergunte à marca: “Quem fez minhas roupas?”. É um processo de descoberta que amplia a conscientização, deixando com que a compra seja o último passo de um procedimento que envolve centenas de pessoas. Tem como ideal deixar explícita a mão de obra que está por trás do que vestimos – do costureiro da fábrica ao agricultor que cultiva o algodão que dá origem aos tecidos.

O “Fashion Revolution Day”  foi criado por um conselho global de líderes da indústria da moda sustentável que se sensibilizaram após o desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, no dia 24 de abril de 2013. O acidente deixou 1.133 mortos e 2.500 feridos que eram trabalhadores da indústria têxtil. As vítimas eram mantidas em condições similares à escravidão e estavam ligadas a confecções de marcas globais.

“O que é bom para um, tem que ser bom para todos” diz a Coordenadora da “Fashion Revolution Week” no Brasil, Fernanda Simon. Ela acredita que a ética e a transparência são os primeiros passos para uma moda sustentável e que a moda pode ser justa: “A valorização do trabalhador e de todos os envolvidos é essencial para uma mudança efetiva na cadeia da moda”. Fernanda também é socio-fundadora da agência UN Moda Sustentável e enxerga a indústria da moda como um importante agente de transformação.

No Rio de Janeiro, o movimento criou um Desafio Fashion Revolution – Love Story, para resgatar nas pessoas a memória afetiva das roupas. A ideia é saber qual a história por trás daquela peça especial que todo mundo tem. O casaco da avó, o vestido do primeiro encontro, o tênis daquela viagem incrível. Para participar basta enviar um vídeo contando sua história de amor para [email protected]. E no dia 29 de abril, o encerramento do evento, no Rio, será na “Malha”, com oficinas livres, Projeto Gaveta, Batalha do Conhecimento – uma roda de rima organizada pelo Circuito Comuniarte – e muitas outras atividades.

Até o dia 30 de abril o evento se espalhará em mais de 90 países. No Brasil, cerca de 30 cidades estão em atividades, debates e promovendo ações realizadas por estudantes de moda. A divulgação dos eventos, em cada cidade, é feita por meio de páginas no Facebook. Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo são as principais cidades. O evento é gratuito e aberto ao público. Para algumas atividades é necessária a inscrição prévia e a doação de uma peça de roupa. Para oficinas maiores, estão sendo cobrados valores simbólicos.


Por Graziella Ferreira

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