Além das mais de 250 obras do artista, o público vai conhecer quatro filmes de sua autoria e um sobre sua vida

Man Ray, um dos maiores artistas visuais do início do século XX e expoente do movimento surrealista, ganha a exposição inédita “Man Ray em Paris, apresentada pelo Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, a partir do dia 21 de agosto. Além das fotografias, dos objetos e das serigrafias, a mostra conta com quatro vídeos assinados pelo multifacetado artista, que também era cineasta, e um que aborda sua carreira. Quase 130 anos após seu nascimento, o país recebe 255 obras do artista nunca antes vistas pelo público brasileiro e desenvolvidas durante os anos que viveu em Paris, entre 1921 e 1940, seu período de maior efervescência criativa. Depois do CCBB SP, a mostra segue para a unidade de Belo Horizonte, entre 11 de dezembro e 17 de fevereiro de 2020. A realização é do Centro Cultural Banco do Brasil, com patrocínio do Banco do Brasil e do Ministério da Cidadania.

Os quatro filmes de autoria de Man Ray poderão ser vistos no segundo andar do CCBB SP. São eles: “O Retorno à Razão” (1923 – “Return to Reason”), “Emak Bakia” (1926 – “Emak Bakia”), “A Estrela do Mar” (1928 – “Star of the Sea/The Starfish”) e “Os Mistérios do Castelo do Dado”(1929 – “The Mysteries of the Chateau of Dice”). Já “Man Ray, Senhor 6 segundos”, (filme de Jean-Paul Fargier 1998) será exibido em um espaço reservado no primeiro andar.

Imagem: Divulgação/Man Ray

Sobre a exposição

Com curadoria de Emmanuelle de l’Ecotais, especialista no trabalho do artista e responsável por seu Catálogo Raisonée, a mostra irá ocupar o CCBB SP e será dividida em duas categorias. A primeira trata da fotografia como um instrumento de reprodução da realidade, focando-se em seus famosos retratos – seu ateliê era uma referência entre a vanguarda intelectual que circulava pela Paris da década de 1920 – , nos ensaios para a grife de Paul Poiret e em fotos para reportagens. Já na segunda, outro lado se revela: o da manipulação da fotografia em laboratório com o intuito de criar superposições, solarizações e “rayografias”, um termo criado por Man Ray (do inglês “rayographs”), em alusão a si mesmo. Assim, portanto, ele inventa a fotografia surrealista.

O projeto da exposição prevê, ainda, reproduzir imagens da vida parisiense de Man Ray acompanhado pelos artistas que lhe foram contemporâneos e por sua musa, Kiki de Montparnasse. Além de uma programação de filmes assinados por ele, intervenções como um laboratório fotográfico, com elucidações sobre as técnicas utilizadas em sua obra, marcam a interatividade com o visitante. Ainda fazem parte do evento uma palestra com a curadora Emmanuelle de l’Ecotais no dia 21 de agosto e outra com o fotógrafo Pedro Vasquez sobre as técnicas de fotografia do Man Ray, em data a ser confirmada. A produção executiva é da Artepadilla.

Confira mais informações na nossa agenda:

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