9 de dezembro de 2019

Quem já foi em festivais de música sabe que o público dá mais atenção hoje para as roupas e o estilo, do que nos dias comuns. A importância dada ao visual nesses shows é uma tendência que voltou com tudo no Brasil nos últimos anos, junto com o retorno dos grandes festivais como o Lollapalooza e o Rock in Rio.

Neste intuito, o Lollapalooza é um exemplo disso, o festival tornou-se uma vitrine de moda, tanto para o público, quanto para os estilistas – que o veem como uma espécie de trabalho de campo -, no qual buscam por inspirações para compor suas criações e também para estudar o que é popular e tendência entre os jovens.

No entanto, a importância da moda nesses lugares apenas teve início em 1969, com o Festival de Woodstock, o qual tem um enorme peso no contexto sócio-cultural, e para a música no século XX. Woodstock foi provavelmente o maior marco da juventude dos anos 60 e da Age of Aquarius (Era de Aquário), foi muito mais do que um local que reuniu shows dos maiores artistas da época – todos os frequentadores daqueles 3 dias insanos de música compartilhavam das mesmas ideologias, da mesma busca filosófica, do mesmo padrão de comportamento e do mesmo estado de espírito.

Festival de Woodstock, 1969

A questão toda era como unir todas estas arestas e mostrar ao mundo de forma visual tudo o que aquela geração tinha a dizer – neste quesito que entra a moda e toda sua inacreditável capacidade de traduzir rapidamente em tecidos e acessórios toda a identidade de um indivíduo e do grupo social do qual ele está inserido.

Deste modo, todos os festivais tem algo em comum – o público compartilha da mesma busca espiritual e pessoal através da música, e essas pessoas costumam ter um modo de se vestir similar. A Woostock foi um divisor de águas nos anos de 1960, não só para a música e as bandas que se apresentaram no festival, mas, também, da forma que ilustrou e deu uma marca representativa a um movimento que beirava uma revolução, e que atingiu todas as esferas sociais da época, durando até o final da década de 1970, e se difundindo com o início do movimento Punk inglês e da era Disco.

Coachella, 2015

A partir disso, inúmeros festivais de música começaram a ocorrer  – principalmente nos Estados Unidos – em meados dos anos 60, como o grande show dos Rolling Stones no Hyde Park, em Londres, em julho de 1969. Apesar de ter sido um show de apenas uma banda, a energia foi de um grande festival e o público repetiu o mesmo estilo de roupas e de comportamento de Woodstock, com a presença em peso de blusas coloridas, headbands, estampas floridas, saias longas e diversos acessórios que marcaram a geração hippie, tais como: coroa de flores, adesivos de estrelas e asteroides no rosto e pelo corpo, pulseiras, cordões, pingentes no cabelo e grandes chapéus.

Foi seguindo essa mesma linha que o público do Festival Coachella, que aconteceu no deserto californiano, teve seu auge de público em 2015, e se vestiu em massa com de peças com grande apelo hippie, e com influências das décadas de 60 e 70 – provando não só que a moda é atemporal , mas, também, que a melhor tendência de roupas é aquela que personifica seu true self, ou verdadeiro eu, para o mundo.

 

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Por Thayane Maria

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