Neste último feriado da semana santa eu estive pela primeira vez em São Paulo. Muitos conhecidos mandaram sugestões para mim e para os meus amigos de alguns lugares legais para visitar. Diferente do Rio de Janeiro, a cidade não tem muitos pontos turísticos naturais, percebi que lá as ruas têm que se reinventarem, muitos lugares têm um charme diferenciado e basicamente qualquer espaço pode ser um ponto imperdível a ser observado. Teve um momento da viagem que eu já estava saturada de olhar as exposições, confesso. Mas dentre todos os locais visitados, o museu de arte que mais chamou atenção foi a Pinacoteca.

Localizada no Jardim da Luz, centro de São Paulo, a Pina, como a chamam, é o mais antigo museu de arte da cidade e um dos mais importantes museus do Brasil. Ela está instalada no antigo edifício do Liceu de Artes e Ofícios projetado pelos arquitetos Ramos de Azevedo e Domiziano Rossi. No final da década de 90, passou por uma grande reforma com projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, tornando-se uma das mais dinâmicas instituições culturais do país. As exposições espalham-se pelos andares e salas. O visitante oscila entre apreciar obras e o espaço da Pinacoteca. Atualmente, o museu realiza cerca de 30 exposições e recebe aproximadamente 500 mil visitantes por ano.

A ênfase do museu de artes visuais é ir da produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade, atingindo assim todos os olhares e gostos. A Pina tem mais de dez mil peças trazendo predominantemente a história da pintura brasileira dos séculos XIX e XX. A Coleção Brasiliana, integrada por trabalhos de artistas estrangeiros no Brasil ou inspirados pela iconografia do país, a coleção do casal Nemirovsky, com um conjunto de obras do modernismo brasileiro, e a mais recente Coleção Roger Wright, a “Vanguarda Brasileira dos ano 60”, são uns dos principais destaques do museu. 

Alguns outros locais de exposição visitados que amei, foi o “Instituo Tomie Ohtake”, o “SESC Pinheiros” e o “MASP”:O “Instituto Tomie Ohtake”, no bairro Pinheiros, está com a exposição da Yoko Ono “O céu ainda é azul, você sabe…”. Tentando incluir o espectador no processo criativo, a exposição é quase toda interativa: A primeira sala há pregos para serem martelados em quadros, pedaços de porcelanas para serem juntados, um quadro para ser pintado, tudo isso para que seja entendido como é norteada uma produção artística, a fim de descobrir a ideia por trás de uma obra. A exposição vai até o dia 28 de maio.Do Tomie Ohtake fui a pé até o “SESC Pinheiros”, que está tendo a exposição “Todo poder ao povo! Emory Douglas e os Panteras Negras” . O partido dos Panteras Negras foi uma organização política extraparlamentar americana. Seus integrantes eram idealizadores de reivindicações sociais, econômicas e políticas para a comunidade afro-americana nos Estados Unidos. Emory Douglas foi responsável pela concepção estética e publicitária do movimento. A mostra apresenta seleção de fotolivros, cartas, discos e fotografias. A exposição vai até o dia 04 de junho.E o “MASP”, que é um dos pontos imprescindíveis para serem visitados na capital, está com uma excelente exposição para quem não conhece a história do local mais icônico da cidade. A exposição “Avenida Paulista” volta a sua atenção para o entorno do museu de arte considerando a Paulista como um objeto de consideração e reflexão. Apresenta a avenida não só como um cartão-postal, mas como um local onde a cidade se reúne e já reuniu para ser palco de embates e disputas de muitas ordens, sejam políticas ou sociais. A exposição vai até o dia 28 de maio.


Por Graziella Ferreira


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