Ouço muito das pessoas que se alimentar de forma saudável é caro. Depende. O leite integral não varia tanto de preço de um leite semidesnatado, por exemplo. Já vi situações que inclusive o magro era mais barato.

Quem disse que você precisa de pão integral para ser fit? Se puder comprar um pão integral, ótimo. Mas veja lá que “pão integral” você vai comprar, pois existem alguns que se autointitulam como tal, mas de fato não são. Daí a necessidade de você saber exercer seu senso crítico a respeito das suas escolhas alimentares.

Pode-se trocar muito bem o pão integral por itens mais agradáveis ao bolso e que simplesmente são do mesmo grupo de alimentos e que ainda se enquadram no quesito de alimentos minimamente processados, difundidos pelo Guia Alimentar para a População Brasileira. Eu adoro comer aipim no desjejum em substituição ao pão, por exemplo. É um alimento genuinamente brasileiro, portanto inserido dentro da nossa cultura alimentar. Agrada a ricos e pobres e cabe no bolso de todos.

Fora uma questão que eu sempre gosto de enfatizar: você prefere gastar um pouquinho mais investindo na sua saúde ou bem mais cuidando da doença?

Não pense que levar um estilo de vida totalmente desregrado e sem grandes preocupações com atividade física e alimentação e no final comer horrores de goji berry vai te fazer “secar a barriga”. Não existe um estudo se quer a respeito de alimentos funcionais, fitoterápicos ou superalimentos que aleguem que eles façam milagre a ponto de funcionarem sozinhos. Eles devem estar inseridos numa rotina saudável. Se você tem o hábito de fumar, por exemplo, você se coloca em constante processo de diminuição dos seus estoques orgânicos de vitamina C. Então você vai tender a ficar mais resfriado sim, seu sistema imune vai ficar mais abalado. Aquela inflamação na garganta que aparece com mais frequência não é à toa.

Assim como qualquer assunto, desde política até a vertente punk do rock, conhecer as melhores escolhas para a sua alimentação e a forma de se construí-las requer pesquisa e gasto de tempo debruçado sobre conteúdo de boa fonte (o Guia Alimentar é um exemplo perfeito) e até mesmo procurar um profissional que tenha conhecimento aprofundado e avançado sobre o assunto como um nutricionista.

Por Vitória Freitas


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