“Quem tem medo de Teresinha Soares?”, este é o título da exposição da artista mineira que traz cinquenta obras concebidas entre o ano de 1965 e 1976.

Teresinha Soares nasceu em 1937 em Araxá, cidade localizada no estado de Minas Gerais. Naquela época, enfrentou muito preconceito, mas mesmo assim, passou por cima de todas as dificuldades e se formou em três cursos no final da década de 60, se tornando pintora, gravadora, desenhista e professora de artes.

Ela é conhecida principalmente por abordar em seu trabalho muitos temas de gênero e acontecimentos políticos. Soares também abrange em suas obras desde a malícia do sexo até a inocência do nascimento, com toques de natureza com um trágico da desconhecida morte.

Embora seja uma artista dos anos 60, época em que houve o pico da art noveau e pop global, a artista demonstra um caráter subjetivo e espontâneo, que a renderam grande popularização. Atualmente, cada vez mais tem integrado no time das obras de exposições internacionais que destacam a arte política.

A mostra é a inauguração do eixo temático que o Museu de Artes reunirá durante todo o mês de maio, “Histórias da sexualidade”. A programação reunirá obras de diferentes períodos e acervos que desperte os questionamentos sobre o feminismo, o desejo e, principalmente a corporalidade.

O nome do evento faz referência à clássica peça, que posteriormente virou filme, “Quem tem medo de Virgina Woolf?”, cujo autor é Edward Albee.

A obra dramática estadunidense aborda principalmente os tabus comportamentais machistas que são impostos na sociedade, o que é justamente o que a artista Teresinha Soares toma como pauta.

“Esta será a primeira exposição panorâmica de Soares em um museu, tanto no Brasil quanto no exterior, e é também sua primeira grande individual em mais de 40 anos.”

Tudo se dá em um conjunto de pinturas, desenhos, gravuras, relevos, instalações e a documentação fotográfica de como foi todo o processo de construção das artes. Segundo o MASP, “A mostra procura trazer luz à produção pouco conhecida de uma das artistas brasileiras mais polêmicas e contestadoras dos anos 1960-70”. Por ser uma personalidade feminina muito potente e com uma biografia de se invejar, a exposição insere-se em um contexto em torno da destabilização da história da sexualidade feminina, somada a um grande nome dentro da luta.

A liberalização sexual feminina é posta como exposição no 2º subsolo do MASP do dia 28 de abril até 6 de agosto, de terça a domingo. Os ingressos custam R$30 e, às terças-feiras, a entrada é franca. Após a de Teresinha Soares, seguirão exposições dos autores e artistas Wanda Pimentel, Henri de Toulouse-Lautrec, Miguel Rio Branco, Guerrilla Girls, Pedro Correia de Araújo e Tunga.

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Por Julia Reis