Roma é um dos destinos mais cobiçados pelos turistas que gostam de lugares históricos, apreciam arte e boa comida. Não é por menos, a capital italiana atende muito bem a todos esses requisitos e nos faz sair de lá sempre com a sensação de que se voltássemos dez vezes, ainda não seria suficiente.

Em Roma hospedei-me na casa de uma amiga (obrigada, Susan!), o que me faz não ter opções de hostels para indicar, mas como todas as melhores cidades da Europa, encontrar um bom hostel de valor acessível não é nada difícil. Com relação aos meios de transporte, a cidade conta com muitos ônibus e também o metrô. Mas no segundo caso há uma curiosidade: só existem duas linhas de metrô, a A e a B. O que justifica essa escassez de linhas em uma cidade de mais de 2 milhões de habitantes, é que sempre que começam escavações para criação de novas linhas, deparam-se com monumento arqueológicos subterrâneos que contam ainda mais a história da cidade e acabam impedindo que a construção prossiga.
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Visitar Roma é ter oportunidades únicas, como passar pela primeira estrada de que se tem conhecimento da existência; um caminho arborizado e emocionante, em uma das rotas do aeroporto até a cidade.
Chegando em Roma, o principal monumento já nos chama atenção por sua grandiosidade. O Coliseu, construído de 68-79 d.C. é o maior anfiteatro já construído, e fica localizado ao lado das ruínas do Forúm Romano.
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Do Coliseu para um atrativo tão grandioso quanto, o Monumento Nacional a Vítor Emanuel II, monumento em honra ao primeiro rei da Itália unificada, fica situado em frente a Piazza Venezia. A base do monumento abriga o museu da Unificação Italiana. Em 2007, um elevador panorâmico foi instalado, permitindo aos visitantes ir ao teto e ter uma visão 360° de Roma.
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Por falar em vista panorâmica, existem ainda diferentes pontos para se observar a cidade. Subindo as escadas – um tanto quanto escorregadias, uma vez que são construídas em pedras que permanecem lá por séculos – a partir da Piazza del Popolo é possível ter uma vista de boa parte da cidade, com até mesmo a cúpula do Vaticano ao fundo.
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A Piazza del Popolo é uma das mais célebres praças de Roma, repleta de história. Em 1589, o papa Sisti V adornou a praça com um grande obelisco colocado no seu centro, o obelisco Flaminio de 24 metros de altura, construído no tempo dos faraós Ramsés II e Merneptá (1232-1220 a.C.). A praça conta também com duas igrejas chamadas gêmeas, a Santa Maria in Montesanto (1675) e a Santa Maria dei Miracoli ou dos Milagres (1678). Essas Igrejas, simétricas, reforçam a divisão do “Tridente”: complexo de longas ruas ( Via del Corso, Via del Babuino e Via Ripetta) que correm pelo centro da cidade, repletas de lojas e restaurantes.
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Outra praça importante é a Piazza di Spagna e sua famosa escadaria que vai até a Igreja Trinità dei Monti. No centro da praça fica a Fontana della Barcaccia, onde sempre há muitos turistas.

E se o assunto é Fontes famosas em Roma, a grandiosa Fontana di Trevi não poderia ficar fora de nosso passeio. Mas como sou muito sortuda (pra não dizer o contrário), estive em Roma justamente quando a fonte estava em reformas. Deixo aqui então o registro da construção, para que não percam a encanto ao ver a fonte seca.
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Um monumento com o qual eu não esperava me emocionar tanto e me surpreendeu foi o Pantheon. É uma das mais bem preservadas estruturas romanas antigas e permaneceu em uso por toda a sua história. Localizado na Piazza della Rotonda, o Panteão tem sido utilizado como Igreja dedicada à Santa Maria e os Mártires (Santa Maria dei Martiri). Suas colunas são tão grandiosas e ao mesmo tempo acolhedoras, que nos faz pensar em toda a história que esse monumento de quase dois mil anos guarda.
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Para alimentação, as praças como a de Espanha e a Navona ou o Campo de Fiori têm sempre ótimos restaurantes ao seu redor, onde se pode provar o melhor da comida italiana – sempre uma boa pasta! – a preços acessíveis.
Para encerrar o trilhando, o lugar mais especial que uma estudante de arte pode visitar: o Museu do Vaticano.
O museu é algo tão grandioso e rico que chegamos a nos perder lá dentro; principalmente nas escadarias que levam até a Capela Sitina que fica no subsolo. Os detalhes arquitetônicos, as pinturas, afrescos e obras de arte em geral nos fazem querer passar dias lá dentro.

Teto de um dos corredores do Museu

Teto de um dos corredores do Museu

Laocoonte e seus filhos (Agesandro, Atenodoro, Polidoro; aprox. 40 a.C)

Laocoonte e seus filhos (Agesandro, Atenodoro, Polidoro; aprox. 40 a.C)

A Capela Sistina, muito famosa pelos afrescos de seu teto, pintados por Michelangelo, tem certas regras para os visitantes. Não podemos fotografar e é aconselhável evitar roupas como shorts, bermudas e vestidos curtos. Mas não se preocupe que a organização do Museu fornece uma espécie de “avental” de TNT para os visitantes que não estão com as roupas consideradas apropriadas (é bem engraçado, mas vale passar por isso e apreciar essa obra prima da arte renascentista).

Sem dúvida, é um dos atrativos que mais vale a pena em Roma. Os ingressos não são tão caros e há ainda uma dica que pode ajudar muito se você tiver preguiça de enfrentar a fila: os ingressos para muitos dos monumentos em Roma, como para a entrada no Museu do Vaticano ou no Coliseu são vendidos online. O Preço sobe um pouco, mas pode ter certeza que vai compensar muito ao ver a fila que se tem de enfrentar para comprar o ingresso na hora. Quando estive em Roma era verão, mais de 40 graus, e o calor que faz naquela cidade é algo inexplicável. Ao comprar o ingresso online não enfrentei nenhuma fila e pude aproveitar mais meu tempo apreciando tudo.

Agora encerro de verdade esse longo trilhando que me foi tão prazeroso escrever, com um pouco de fé! A fé que atrai tantos turistas à casa do Papa, em Roma, nessa cidade-estado que é o Vatiano. A Basílica de São Pedro, localizada na Praça de São Pedro que é mais uma das grandiosas construções de tirar o fôlego com que Roma nos presenteia.
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Ci vediamo presto!

Por Letícia Vilela