A obra da artista americana Cindy Sherman – que se auto-fotografa personificando personagens fictícias em diversas situações – é o ponto de partida do solo de dança-teatro Retratos, que a bailarina Carolina Cony, sob a direção de Cristina Moura.

O encontro criativo entre Carol Cony e Cristina Moura resulta num espetáculo potente que transita entre linguagens. A diretora conduz de maneira delicada os percursos propostos pela intérprete, que se contamina e se arrisca nesse jogo cênico e coreográfico.

O espetáculo montado em 2014 através de fomento da prefeitura retorna aos palcos neste outubro de 2016 se arriscando em temporada independente sem qualquer verba pública direcionada ao projeto. A
pauta foi cedida ao espetáculo e a temporada será fomentada por financiamento colaborativo. Com trilha original e direção musical de Domenico Lancellotti, “Retratos” apresenta passado, presente e
futuro das mulheres de Cindy e Carol Cony.
Em cena, diversas trocas de figurinos se unem a uma vigorosa partitura coreográfica para evocar a atmosfera em torno das personagens.
“Retratos convida o espectador a um passeio imagético e imaginativo, onde o corpo da intérprete é o guia entre o humor, memória, drama, paixão e tragédia”, pontua a diretora Cristina Moura.
“O trabalho de Cindy Sherman me inspira em vários sentidos. Ela uniu duas linguagens que me afetam e me instigam como artista. Sempre gostei de me fotografar. Experimentava diferentes ângulos, poses, cabelos, etc. A fotografia é uma linguagem que me companha quando estou só, e com ela me reinvento. É uma grande companheira”, completa Carol Cony.
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