Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Negócios
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Sem Direção

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Negócios
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Sem Direção
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Corpo Delito

Avatar de Oswaldo Marchi
Oswaldo Marchi
5 de dezembro de 2017 3 Mins Read

24132002 1770034246624315 2543913918980882553 oEm 2014, a fundação CSN realizou a segunda edição de um programa de incentivo a produtores independentes de documentários brasileiros “Histórias Que Ficam”. Durando até o segundo semestre de 2016, o projeto contou com inscrições de todo território nacional, com quatro sendo selecionadas para produção após a primeira etapa do projeto. Vinda do Ceará, uma das ideias vencedoras era o documentário, dirigido por Pedro Rocha, com o nome “Direitos Humanos Para Bandidos”, que depois  foi renomeado para o mais sútil “Corpo Delito”, que começou a ter seu lançamento em 2017.

Visando combater o dizer comum de “bandido bom é bandido morto”, a produção documenta a história de Ivan Silva, um homem que, após oito anos preso, é solto em liberdade condicional, tendo sua locomoção limitada (e vigiada) pelo uso de uma tornozeleira eletrônica. Desse modo, seu dia a dia é registrado, assim como o de sua família e amigos, todos habitantes da Favela dos Índios, em Fortaleza.

Aparentemente, a intenção original de Rocha era fazer um documentário com um formato mais tradicional, que incluía pesquisas sociológicas e narração em off – como visto na descrição do projeto no site do programa – porém, a produção final, graças às novas escolhas do diretor, é muito mais pessoal e personalizada, com um estilo que beira a ficção.

Abandonando os clichês esperados do gênero, a equipe por trás de “Corpo Delito” não tem participação direta na narrativa, ao invés disso se contenta em mostrar, através de planos longos e estáticos, a realidade nua e crua da situação. Mas isso não significa que houve limitações na direção, que utiliza a repetição dos movimentos quase motorizados dos homens que trabalham com Ivan para passar a sensação de rotina, ou, de modo mais notável, passa a ideia de confinamento através do uso de somente planos internos durante a primeira metade do longa, o que chega a provocar estranheza quando é finalmente mostrado um plano externo e aberto.

Essa estética, na qual tudo ocorre tão naturalmente que não parece nem haver uma equipe de filmagem, provoca uma imersão na vida e no ambiente da favela. O documentário, porém, tem alguns aspectos que ocasionalmente quebram essa sensação, como enquadramentos com posicionamento de “atores” que parecem pré-programados e algumas pessoas que parecem bem desconfortáveis em frente às câmeras. Felizmente, o protagonista e sua família não fazem parte desse grupo, o que deixa ainda mais certeira a decisão de, em cenas de diálogos, manter o plano quase sempre em Ivan, priorizando a sua reação ao que os outros dizem para ele.24172808 1770034219957651 2192147395311110495 o

O rumo que a história toma é outro aspecto conflitante. Com o passar do filme, Ivan se torna pouco mais que um personagem secundário e o foco da produção se vira para a vida de outros habitantes do local. Além disso, o documentário dá uma visão limitada de seu protagonista, principalmente por não revelar qual foi o crime que ele cometeu e nem mostrar certas ocorrências, como seus momentos de rebeldia no trabalho, descritos pela psicóloga e pela agente responsável por sua reabilitação. Essas omissões provavelmente podem ser culpadas pela duração de apenas 70 minutos, algo que foi imposto aos criadores pelo programa “Histórias Que Ficam”.

Mas onde “Corpo Delito” erra em fazer um estudo de personagem, por assim dizer, ele acerta na descrição de um estilo de vida, quase como uma pesquisa antropológica. Se seu objetivo, como sugerido pela proposta inicial, era humanizar e mostrar a figura do “bandido” sob uma perspectiva diferente, então não só ele foi bem sucedido, como vai além e representa toda uma realidade que grande parte do público dos cinemas não conhece ou prefere ignorar.

No começo do filme, Ivan diz “nessa vida, ou é cadeia, ou cadeira de rodas ou cemitério”, o que é uma afirmação bem impactante por si só, mas que causa ainda mais efeito quando é comprovada ao longo da produção. O documentário, por fim, pode não ser exatamente aquilo que está sendo vendido, mas é ainda assim uma experiência interessante e recomendada.

Reader Rating0 Votes
0
6.5

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

DocumentárioNacional

Compartilhar artigo

Avatar de Oswaldo Marchi
Me siga Escrito por

Oswaldo Marchi

Publicitário formado no Rio de Janeiro, tem mais hobbies e ideias do que consegue administrar. Apaixonado por cinema e música, com um foco em filmes de terror trash e bandas de heavy metal obscuras. Atualmente também fala das trasheiras que assiste em seu canal do Youtube, "Trasheira Violenta".

Outros Artigos

mary
Anterior

Resenha: Mary Poppins, de Pamela Lyndon Travers

Mirza 00
Próximo

Mirza, a Mulher Vampiro

Próximo
Mirza 00
5 de dezembro de 2017

Mirza, a Mulher Vampiro

Anterior
5 de dezembro de 2017

Resenha: Mary Poppins, de Pamela Lyndon Travers

mary

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Bienal do Livro SP - Programação
    28ª Bienal Internacional do Livro de SP 2026 | Evento Bate Recorde Histórico com 760 Mil Visitantes e Salto no Faturamento
    Ana Laura Moura
    U2 anuncia novo álbum
    U2 anuncia ‘Carnaval de Luz’, primeiro álbum de inéditas em nove anos
    Cesar Monteiro
    Amor da Minha vida Bia e Victor
    “Amor Da Minha Vida”| Relembre Tudo O Que Aconteceu Na Primeira Temporada
    Gabriel Fernandes
    Pânico - Assassinos
    Pânico | Quem São Todos os Ghostfaces e Por Que Cada Um Decidiu Matar?
    Aimée Borges
    Sede de Sangue - Day Drinker
    Johnny Depp e Penélope Cruz Entram em Águas Perigosas no Primeiro Trailer de Sede de Sangue
    Aimée Borges

    Posts Relacionados

    Pânico - Assassinos

    Pânico | Quem São Todos os Ghostfaces e Por Que Cada Um Decidiu Matar?

    Aimée Borges
    24 de setembro de 2026
    Sede de Sangue - Day Drinker

    Johnny Depp e Penélope Cruz Entram em Águas Perigosas no Primeiro Trailer de Sede de Sangue

    Aimée Borges
    24 de setembro de 2026
    A hipótese do amor 02

    “A Hipótese Do Amor” Faz Do Relacionamento Falso Uma Comédia Romântica Leve E Divertida

    Gabriel Fernandes
    24 de setembro de 2026
    Gremlins 3

    Gizmo Voltou | Gremlins 3 Ganha Primeiro Teaser, Mas Estreia Fica Para 2028

    Aimée Borges
    24 de setembro de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx