Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Funcionário do Mês

Avatar de Daniel Gravelli
Daniel Gravelli
19 de agosto de 2016 4 Mins Read

Um retrato sincero sobre uma verdade abafada

Aqueles que insistem em achar impossível se fazer um bom filme com uma verba que foge dos altos padrões hollywoodianos, precisa urgentemente ir ao cinema para prestigiar o filme “Funcionário do mês”, interessantíssima produção italiana dirigida por Gennaro Nunziante e estrelada por Checco Zalone, famoso comediante conhecido por “Cado dalle nubi” e “Sole a catinelle”. Com orçamento estimado na casa dos 10 milhões de Euros (valor, normalmente, inferior as exorbitantes quantias de diferentes produções), o filme tornou-se, até o momento, a maior bilheteria do seu país, levando uma multidão aos cinemas para apreciar essa obra que merece entrar no hall dos grandes clássicos do gênero.

A produção passeia por diferentes lugares da Itália e região, até cair na Noruega, retratando um pouco do estilo de vida do italiano, e do ser humano em geral acostumado as comodidades e completamente despreparado para o que possa surgir. O trabalho de Pietro Valsecchi, é uma requintada sátira sobre alguns enfrentamentos políticos, como cortes de verbas e facilidades de emprego, bem como uma verdade absoluta, e não muito aceitada e/ou divulgada, a respeito das tais conveniências impostas pelo cargo público. Através das diferentes locações, o que normalmente encareceria muitas produções, somos lançados na vida de uma personagem egocêntrica e repleta de manias, que nos leva conhecer um pouco sobre o palco político armado por trás dos cabinetes, muitas vezes nos colocando frente a frente com uma realidade assistida de perto em nosso próprio país.

A história gira em torno de Checco, um funcionário público que leva uma vida pacata em uma bela cidadezinha. Extremamente egoísta, ele coloca sua vida na frente de todos, achando que nunca dependeria de ninguém, uma vez que o seu cargo é sólido e o coloca adiante de muitas outras profissões. Entretanto, quando a situação muda ele precisa fazer uma difícil escolha: deixar de lado o cargo estável ou ser transferido para longe da casa de seus pais. Entre uma loucura e outra, com medo de enfrentar os desafios impostos pelo mundo, Checco acaba optando pela direção facilitada. Contudo, tal atitude o faz perceber que sua peregrinação está apenas começando e que certas decisões podem se tornar mais complicadas do que imaginava.

Escrito por Gennaro Nunziante e Checco Zalone, parceiros de trabalho em diferentes filmes, o roteiro de “Funcionário do mês” é uma daquelas jóias raras que aparece vez ou outra na sétima arte. Muito bem amarrado e sem exageros, a comédia nos contagia, diverte e nos deixa refletindo sobre a vida e as escolhas que fazemos nessa. Até os clichês, são trabalhados com cautela para poderem se transformar em algo mais original.

096177.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx

Gennaro Nunziante também dirige a obra, tal como fez em inúmeros outros projetos com Zalone. A química entre os dois artistas é de tal preciosidade que nos faz sentir bem durante toda projeção. Com um traçado completamente cinematográfico, passando longe de deculpagens televisivas, Nunziante nos proporciona o drama escondido por trás das comédias. Planos e contra-planos, muito bem escolhidos, dialogam com perfeição com os ângulos adotados para revelar certas emoções.

Embora o filme possua uma fotografia mais lavada, o colorido existente nessa prevalece oferecendo uma atmosfera inusitada, uma simultaneidade quase melódica entre a tristeza e a alegria. E, essa sensação, praticamente perene permanece durante toda produção até um aprazível desfecho.

Embora o filme seja repleto de personagens coadjuvantes, os quais são essenciais a trama e estão muito bem em cena, o mesmo possui três atores que fazem a diferença: Eleonora Giovanardi, que vive com sutileza o interesse amoroso de Checco; Sonia Bergamasco, que nos empolga vivenciando a irritada Dottoressa Sironi; e Checco Zalone que dá um verdadeiro show de interpretação, ao salpicar temperamentos dessemelhantes com tamanha facilidade que deixaria qualquer outro comediante de boca aberta.

Ricos em detalhes, o design de produção de Valerio Girasole e Alessandro Vannucci, tal como o simplório e objetivo figurino de Francesca Casciello, são um achado, criando uma identidade verossímil que supre todas as necessidades que poderiam faltar em algum momento na produção.

Para muitos a trilha sonora pode parecer despretenciosa, uma vez que não aparece tanto no filme. Todavia, essa funciona quase que como um fantasma vagando pelo mesmo, um personagem congruente que aparece em horas propícias, gritando o que precisa soar como: “Acorda para vida!”. Repletas de sinceridades, e surpreendentemente racionais, as letras das músicas funcionam com um forte tapa na cara da sociedade. Mas, para perceber isso, essa precisa abrir a mente e escutar além de certos padrões adotados até então.

A italia mais uma vez prova que é possivel misturar cinema com política e a realidade social. Banhando na mesma água de outras grandes produções, sem perder o tato, o respeito e/ou desandar para outras vertentes, transforma uma simples ideia em algo extraordinário. Funcionário do mês não é só mais um produto de comédia, é uma obra de arte que nos provoca, em meio a sorrisos, a estranha sensação de que por mais tranquila que nossa vida esteja, ainda podemos fazer a diferença.

Sem duvida alguma, um dos melhores filmes do ano.

Reader Rating3 Votes
6.6
9

Quer estar por dentro do que acontece no mundo do entretenimento? Então, faça parte do nosso  CANAL OFICIAL DO WHATSAPP e receba novidades todos os dias.

Tags:

Cinema ItalianoComédiaItália

Compartilhar artigo

Avatar de Daniel Gravelli
Me siga Escrito por

Daniel Gravelli

Daniel Gravelli é especialista em comunicação de alta performance, apaixonado pela arte e pelo seu potencial na conexão humana. É diretor, produtor, ator, roteirista, e acumula mais de 30 anos de experiência no mercado cultural. Adora cozinhar e descobrir novidades sobre o mundo.

Outros Artigos

353680.jpg r 1920 1080 f jpg q x xxyxx
Anterior

Crítica: Ben-Hur

Ayrton heroi
Próximo

Filhos da pátria, heróis de lata

Próximo
Ayrton heroi
19 de agosto de 2016

Filhos da pátria, heróis de lata

Anterior
17 de agosto de 2016

Crítica: Ben-Hur

353680.jpg r 1920 1080 f jpg q x xxyxx

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    O Morro dos Ventos Uivantes
    O Morro dos Ventos Uivantes | Releitura Ousada para um Clássico
    Rodrigo Chinchio
    Jackson Wang em apresentação na Magic Man II World Tour, 2026. Cantor está no palco e há efeitos de pirotecnia à sua esquerda e direita.
    Jackson Wang Traz a MAGICMAN 2 World Tour ao Brasil e Promete uma das Noites Mais Mágicas do Ano no Suhai Music Hall
    Gabriel Bizarro
    Protagonistas do filme "Balls Up" correndo em uma rua do Brasil durante a copa do mundo.
    “Balls Up” Aposta no Humor Escrachado, Mas Tropeça ao Retratar o Brasil Entre Exageros e Inconsistências
    Gabriel Fernandes
    O jogador de basquete Oscar Schmidt vai em direção à cesta no jogo Brasil x Coreia do Sul na Olimpíada de Atlanta.
    Morre Oscar Schmidt, Lenda do Basquete Brasileiro, aos 68 Anos
    Gabriel Fernandes
    Brinquedo Assassino - O Culto de Chucky
    Brinquedo Assassino | Don Mancini Está Escrevendo Roteiro do Próximo Filme da Franquia
    Amanda Moura

    Posts Relacionados

    O Morro dos Ventos Uivantes

    O Morro dos Ventos Uivantes | Releitura Ousada para um Clássico

    Rodrigo Chinchio
    19 de abril de 2026
    Protagonistas do filme "Balls Up" correndo em uma rua do Brasil durante a copa do mundo.

    “Balls Up” Aposta no Humor Escrachado, Mas Tropeça ao Retratar o Brasil Entre Exageros e Inconsistências

    Gabriel Fernandes
    18 de abril de 2026
    Brinquedo Assassino - O Culto de Chucky

    Brinquedo Assassino | Don Mancini Está Escrevendo Roteiro do Próximo Filme da Franquia

    Amanda Moura
    17 de abril de 2026
    Crop do pôster do filme documentário "Zico: Samurai do Quintino", da Globo Filmes. Jogador está em partida comemorando gol com braços erguidos.

    Pré-estreia de documentário sobre Zico lota cinema e vira “arquibancada” na Barra da Tijuca

    Gabriel Fernandes
    15 de abril de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx
    Banner novidades amazon