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CríticaFilmes

Crítica: T2 Trainspotting

Luísa Lacombe
20 de março de 2017 4 Mins Read

Ainda Somos os Mesmos

t2 trainspotting

Se “Trainspotting – Sem Limites” é um dos filmes mais honestos sobre a juventude, sua continuação, “T2 Trainspotting” é talvez um dos mais honestos sobre o envelhecimento. Quando o cineasta Danny Boyle decidiu dar sequência a sua história de junkies escoceses, tinha que lidar com toda a expectativa gerada pela aura de seu próprio trabalho. Felizmente, Boyle compreende a importância de seu filme, e traz uma sequência repleta de dignidade.

É preciso deixar claro que este é um filme para fãs. Isso não o torna inacessível para quem não conhece o primeiro filme ou não tenha sentimentos especiais pelo longa. Mas desde o primeiro minuto, “T2” é feito para alcançar aqueles que abraçaram a causa de Renton e seus amigos. Sendo assim, o filme cumpre de forma plena e eficiente seu objetivo: continuar uma narrativa, e, de certo modo, encerrá-la.

20 anos depois que traiu seus amigos em um esquema de vendas de drogas, Mark Renton (Ewan McGregor) deixa sua vida em Amsterdã e retorna para a Escócia. Renton não parece nem de longe o jovem viciado em heroína do filme anterior. Não demora para que ele reencontre o velho grupo: depois de uma certa estabilidade, o atrapalhado Spud (Ewen Bremner) voltou a usar heroína e frequenta sessões dos Narcóticos Anônimos; Begbie (Robert Carlyle) passou os últimos 15 anos preso, mas foge assim que encontra uma oportunidade; Sick Boy (Jonny Lee Miller) – agora Simon – tenta ganhar dinheiro filmando e chantageando figurões, com a ajuda da namorada, Veronika (Angela Nedyalkova).

T2 Trainspotting

Depois de um estranhamento inicial, o grupo retorna a sua rotina de roubos, drogas e negócios arriscados. Mas as duas décadas extras fazem diferença: além dos traumas e ressentimentos, existem os problemas de saúde, filhos e esposas. Tal como “Trainspotting”, “T2” é sobre as escolhas e suas consequências – especialmente a longo prazo.

Renton e os outros decidiram não “escolher a vida”. Em 1996, aos vinte e tantos anos,  os riscos não eram tão aparentes e a rebeldia soava até charmosa. Em 2017, estamos na época do pastiche, do instagram, do facebook, de um neoliberalismo que desponta crises econômicas no planeta todo. Aos quarenta e poucos, sem uma estabilidade financeira e emocional, todo o glamour da vida marginal já desapareceu.

Boyle traz um panorama mais desesperador aos seus personagens, e não tem dó de deixá-los até ridículos. O diretor e o roteirista John Hodge podem até, em alguns momentos, julgar seus protagonistas. Mas mantém o humor e a honestidade visceral do primeiro filme e, com isso, preservam a dignidade dessas figuras.

Obviamente, é injusto dar todo o crédito a Boyle e Hodge e não mencionar o elenco. Sejam os atores originais, que retornam seu medo ou pudores para os antigos papeis – os destaques vão para Bremner e Carlyle -, ou os novos nomes, como a búlgara Angela Nedyalkova, todos deixam claro o comprometimento com o legado de “Trainspotting”.

T2

Falando em legado, “T2” não tem medo de seu caráter nostálgico. Diversas sequências de “Trainspotting” são usadas e relembradas, mas de forma coerente, sem soar como um fan service despropositado. As cenas oníricas e fantasiosas permanecem, do mesmo modo fluido e com o mesmo capricho estético do longa anterior. O diretor de fotografia Anthony Dod Mantle mantém os mesmos planos inusitados que Brian Tufano usara no original, sem soar de forma antiquada ou como plágio. A sequência é tão imersiva quanto o material original.

Talvez o único detalhe que desaponte um pouco seja a trilha sonora. Embora resgate canções clássicas do primeiro filme, sobram canções tecno. A escolha, porém, não é equivocada, pois reforça a ideia de pastiche do filme. E as sequências com “Lust for Life” e “Perfect Day” são primorosas – a com o clássico de Lou Reed é uma singela homenagem para o cantor já falecido.

“T2 Trainspotting” é um filme com consciência de seu significado, tanto para os críticos como para os fãs. Sem pretensões de soar tão revolucionário quanto o primeiro, o longa respeita seu material de origem de forma tocante, mas sem medo de ter identidade própria. No fim das contas, essa é sua mensagem final: o importante não é reinventar o passado, mas seguir em frente com o que se conquistou. Mesmo estando um pouco mais velho e um pouco mais quebrado.

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Luísa Lacombe

Sua formação é em cinema, e os interesses incluem televisão e quadrinhos. Nas horas vagas, faz tirinhas.

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