No último sábado recebemos a notícia do falecimento de Chuck Berry, aos 90 anos. Seu corpo sem vida foi encontrado na sua casa em Missouri, Estados Unidos.
“A polícia do condado de St. Charles respondeu a um chamado de emergência na rua Buckner, aproximadamente às 12h40 de hoje (sábado, 18 de março)”, diz a publicação no Facebook. “Dentro da casa, os policiais encontraram um homem inconsciente e imediatamente tentaram salvá-lo. Infelizmente, o homem de 90 anos não pôde ser reanimado e foi dado como morto às 13h26.” O texto ainda confirma que o homem era Chuck Berry e acrescenta que a família dele pede privacidade neste momento. Afirmou a polícia.

Berry é o ídolo dos ídolos. A referência se dá por ser ele um músico idolatrado, “The Beatles” e “The Rolling Stones” são as bandas mais citadas.
Chuck Berry foi um dos pioneiros do Rock. “Rock & Roll Music” e “Johnny B. Goode” são exemplos de hinos compostos por Chuck que representam passos mais avançados no desenvolver da vertente.
Em 1950 Chuck estava a todo vapor, compunha músicas sobre droga, sexo, modificando o modelo de composição daquela época. Devido a guerra dos Estados Unidos, Chuck afirmou que compunha discos para que as pessoas comprassem, e política, etnia, cor não atravessariam suas composições.

Chuck Berry é a maior referência do muito que vemos e ouvimos hoje em dia no rock n’ roll. Criou-se “O Estilo Chuck Berry”, a maneira como misturava blues e country na guitarra também o faziam único, fascinante para novos guitarristas. Sua presença de palco, seu estilo, seus movimentos (como o “duckwalk”), suas composições. Cada aspecto de Chuck era uma referência para um número altíssimo de músicos. “The Doors”, “James Taylor”, “Sex Pistols”, “Judas Priest”, “Rolling Stones”, “Beach Boys” e muitos outros. “Roll over Beethoven” e “Rock and Roll Music” foram regravadas pelos “Beatles”, por exemplo. “You Never Can’t Tell” realizou o feito de unir duas grandes artes: Uma composição de Chuck Berry em um filme de Quentin Tarantino, “Pulp Fiction”.
Após completar seus 90 anos, Chuck afirmou que lançaria um álbum em 2017 e dedicou a esposa. Certamente será uma obra póstuma do maior ícone do rock que esperamos ansiosos.
Chuck tinha enorme respeito pela música e demonstrou isso fazendo um trabalho icônico.
“Como qualquer tipo de música, ela une todo mundo, porque se duas pessoas gostam da mesma música, elas podem ficar lado a lado balançando e vão acabar dançando, e é uma questão de comunicação… então eu digo que é um meio de comunicação, mais do que outros tipos de música, para os jovens”. (Chuck Berry).

Por Letycia Miranda


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