Não estreante no país, Kygo faz show de artista completo e “mata saudade” de Avicii
Em um festival onde todo mundo tem uma opinião formada sobre Kygo antes mesmo de ele colocar o primeiro beat, o norueguês chegou ao Perry’s com a missão silenciosa de se reafirmar. Fazia entre três e cinco anos desde a última passagem dele pelo Brasil, tempo suficiente para a saudade amadurecer e a expectativa ficar carregada. O show que ele entregou foi exatamente o que se esperava, e dessa vez isso é só elogio.
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O piano é parte do ritual Kygo, e ao vivo ele continua sendo o centro emocional de tudo. Mas foi o time de músicos com violino que elevou a noite a outro nível. As cordas ao vivo deram profundidade real às produções, aquela camada que o streaming não consegue replicar e que só faz sentido quando você está lá, sentindo o som no corpo. O Perry’s respondeu com a entrega de quem sabia exatamente o que estava recebendo.
O set correu com fluidez, com aquela sonoridade tropical e melancólica que virou marca registrada do produtor, mas o momento em que faixas associadas a Avicii e David Guetta tomaram o espaço foi quando a pista parou de ouvir e começou a sentir. Aquele tipo de reação coletiva que não se planeja e não se repete. Há algo de bonito nisso: Kygo sempre soube habitar o universo do EDM emocional que Avicii ajudou a construir, e prestar essa homenagem ao vivo, com piano e cordas reais, tem um peso que vai além da nostalgia.
Kygo entregou o que o headliner do Perry’s precisava ser. Com músicos de verdade ao lado, ele lembrou por que ainda importa.

Imagem Destacada: Divulgação/Lollapalooza (Fotografia: Moriva, Alex Woloch)
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