A baiana Agnes Nunes se apresentou pela primeira vez no palco do Lolla
Pontual no palco e no alto astral que ditaria o restante da performance, Agnes Nunes foi a segunda a se apresentar no palco Budweiser neste sábado de Lollapalooza 2026. Um showzaço!
A baiana de alma paraibana chegou ao som de “Ai que saudade d’Ocê”, com vocais cristalinos que se mantinham intactos mesmo enquanto dançava sob o sol escaldante que castigava a plateia desde cedo. A energia era verdadeiramente contagiante — a ponto de fazer a multidão, ali em peso à espera de Marina e Chappell Roan, esquecer por alguns instantes o perrengue do calor sob um céu sem nuvens.
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Na sequência, já colocou todo mundo para bater leque, enquanto os backing vocals davam profundidade ao ritmo intimista. Agnes sustentou essa animação com um sorriso de canto ao emendar “Terezinha”, lançada em 2023 após seu álbum de estreia, “Menina Mulher”, em homenagem à avó. Aproveitou também para agradecer o carinho recebido e celebrar a oportunidade de estar em um dos principais festivais do país.
Mas quem esperava um repertório dominado por baladas se surpreendeu: logo em seguida, ela convidou geral a “forrozear” — e quem tivesse espaço que mandasse o dois pra lá e dois pra cá, arrancando risadas em uníssono.
Apesar da pouca idade, a trajetória explica a desenvoltura: Agnes começou a se apresentar aos 14 anos, o que justifica a naturalidade com que conduz a plateia.
Na quinta música, “(A)Maré”, ensaiou o refrão com a galera, num clima quase de karaokê — reforçado pela letra exibida no telão —, ajudando quem ainda não conhecia seu trabalho a entrar no clima. Em “22:22”, os recursos visuais ganharam destaque com fotos enviadas por fãs para um projeto audiovisual que dialoga com a temática da canção, sobre encontros em horários espelhados.
E então vieram as surpresas. Circulando pelo palco e explorando toda a estrutura para se aproximar dos novos admiradores — que respondiam com gritos e leques em movimento —, Agnes anunciou um convidado que a procurou pelo Instagram após se encantar com sua voz: Tiago Iorc, mais recluso nos últimos tempos, focado em projetos próprios. Juntos, apresentaram “Pode se achegar”, parceria lançada em 2019.
Outro grande momento — ainda que não o maior — foi “Gente Feliz”, com o batuque dos tambores vibrando firme e a plateia acompanhando em coro.
Pouco depois veio a surpresa principal — ao menos para quem não havia espiado o potencial setlist antes: Sandra de Sá subiu ao palco para cantar um de seus maiores sucessos, “Olhos Coloridos”, de 1982.
Conhecida pelo estilo exuberante, Sandra não apenas incendiou o público como também reforçou a música como espaço de celebração e consciência política, pausando para declamar antes de soltar o refrão mais uma vez, punho fechado alçado. Agnes reverenciou sua (nossa) rainha — e ainda teve fôlego para seguir com o show após esse momento de peso.
E não é pouca coisa: Sandra de Sá tem presença que engole qualquer um que não sustente a energia. Aqui, porém, houve sintonia. Tanto que, como em um bis, Agnes a chamou de volta: “Vem, Sandra”. Juntas, encerraram de forma belíssima com “Mama África”, de Chico César, e até mandaram um abraço para o conterrâneo. Ao fim, ainda se ouvia em coro a multidão gritando seu nome ritmadamente.
Temos aqui, sem dúvida, um dos shows favoritos do festival.
Imagem Destacada: Divulgação/Lollapalooza (Fotografia: Moriva/Diego Padilha)
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