Mesmo com dificuldades técnicas, Ben Böhmer segurou o show
No meio de uma noite que prometia muito, o Perry’s recebeu Ben Böhmer com expectativa alta e entregou uma experiência dividida ao meio. O DJ e produtor alemão voltou ao Brasil menos de dois anos depois da última visita, o que por si só já diz algo sobre a relação que ele vem construindo com o público brasileiro. Mas a noite não foi redonda, e fingir que foi não seria honesto com quem estava lá.
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Os problemas técnicos de som apareceram cedo e quebraram o ritmo do set num momento em que a energia ainda estava sendo construída. Num show de música eletrônica, onde a continuidade é quase tudo, cada falha de áudio custa caro. O Perry’s cheio de expectativa sentiu o baque, e Böhmer precisou trabalhar para reconquistar o que o sistema de som teimou em sabotar.
O que salvou a noite foi o repertório. Böhmer optou por um set generoso em clássicos, aquelas faixas que o público já carrega na memória afetiva e que funcionam independente de qualquer adversidade técnica. Quando os graves voltaram a assentar direito, a pista respondeu com a entrega de quem estava esperando exatamente por aquilo. Há algo de honesto nessa escolha: num momento instável, apostar no que já provou que funciona é decisão de alguém que respeita quem está na frente.
Ben Böhmer saiu do Lollapalooza Brasil com um show que não vai entrar para os melhores da sua carreira por aqui, mas que também não apagou o capital que ele acumulou nessas visitas.
Imagem Destacada: Divulgação/Lollapalooza (Fotografia: Moriva, Vans Bumbeers)
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