Produtor britânico deu aula de dubstep selvagem, Hamdi abriu mosh do primeiro ao último minuto e provou que bass music tem endereço certo no festival
O grave bateu antes de qualquer explicação. Hamdi pisou no Perry’s pela primeira vez no Brasil e tratou de deixar claro desde os primeiros segundos que não havia espaço para hesitação. O bass explodiu, o público respondeu, e o que se seguiu foi uma hora e meia de caos organizado que dificilmente vai sair da memória de quem estava lá.
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O dubstep tem uma relação particular com o corpo. Não é um gênero que convida, é um que exige. E Hamdi entende isso melhor do que a maioria. O produtor britânico, que vem construindo uma trajetória sólida na cena de bass music internacional, trouxe para São Paulo um set que funcionou como uma sequência de explosões calculadas. Cada drop era um gatilho, e a plateia do Perry’s acionava sem falhar.
O mosh foi a marca do show. Não aconteceu uma vez, não foi um momento isolado, foi o estado permanente daquele espaço durante toda a apresentação. Rodas abrindo, corpos se jogando, o chão tremendo junto com o subwoofer. Para quem chegou sem saber muito bem o que esperar de um nome ainda em construção no circuito brasileiro, a resposta foi física e imediata.
Estreias no Brasil costumam carregar uma dose de incógnita. O artista não sabe o público, o público não sabe até onde o artista vai. Hamdi dissolveu essa distância em questão de minutos. O Perry’s, que já viu muita coisa boa acontecer naquele palco, ganhou mais um nome para guardar. A próxima vez, o espaço vai precisar ser maior.
Imagem: Divulgação/Instagram
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