Mesmo com distância física do público e repertório ainda em construção, girlgroup sustenta show sólido com vocais ao vivo e coreografias afiadas
Responsáveis por fechar o palco Flying Fish neste domingo de Lollapalooza 2026, as integrantes do Katseye confirmaram, em São Paulo, a consistência que já vinham demonstrando nos últimos concertos da turnê latino-americana. Vindas de uma sequência intensa de apresentações — com passagens recentes por Colômbia, Argentina e Chile —, o grupo não deixou transparecer o desgaste físico que uma agenda desse porte inevitavelmente cobra. Pelo contrário: o que se viu foi um show firme, bem executado e sustentado por uma entrega que se manteve do início ao fim.
Um dos pontos altos da apresentação foi justamente o compromisso vocal. Em um cenário em que performances de girlgroups frequentemente recorrem a bases mais carregadas, o Katseye apostou em vocais majoritariamente ao vivo, sem abrir mão da complexidade coreográfica que também define sua identidade. As coreografias, aliás, foram executadas com precisão, reforçando a proposta híbrida do grupo, que transita entre elementos do pop ocidental e da estética do K-pop.
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Ainda assim, nem tudo jogava a favor. A estrutura do palco Flying Fish acabou sendo um entrave importante para a experiência do público. Elevado e separado por uma área VIP antes de alcançar a plateia geral, o distanciamento físico comprometeu a conexão direta — um fator crucial em apresentações de girlgroups, que dependem não só da execução técnica, mas da troca de energia e da proximidade visual com o público. Em um show tão calcado na performance corporal, esse afastamento dilui parte do impacto.
Outro ponto que pesou foi a própria construção do setlist. Com um repertório ainda enxuto, o grupo trabalhou com o material disponível, o que resultou em uma seleção de músicas menos coesa do que o ideal. Sem uma progressão mais clara de narrativa, é o único ponto negativo que podemos atribuir e que foge do jogo de cena com a estrutura do palco. Ainda assim, a qualidade das performances individuais compensou essa “falha”, mantendo o público engajado mesmo sem uma linha condutora tão evidente.
No fim, o saldo é positivo. Mesmo diante de limitações estruturais e de um catálogo em desenvolvimento, o Katseye entregou um encerramento digno para o palco Flying Fish. E, claro, que têm demanda e potencial para decolar ainda mais a voos mais altos seguindo essa boa fase.
Confira a playlist do show das meninas do Katseye nesse domingo
- DEBUT
- Gameboy
- I’m Pretty
- Mean Girls
- Tonight I Might
- Touch
- Internet Girl
- Flame
- Monster High Fright Song (Cover de Windy Wagner)
- Gabriela
- My Way
- M.I.A
- Gnarly
Imagem Destacada: Divulgação/Katseye (via Instagram)
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