Após dois anos de pausa para cuidar da saúde mental, escocês retorna com um show que não pede para você dançar, só para sentir
Tinha algo de ritual no Budweiser Stage do Lollapalooza Brasil naquele fim de tarde. Lewis Capaldi não é o tipo de artista que aquece multidão com drops ou luzes estroboscópicas. O que ele faz é diferente e, de certa forma, mais difícil: ele entra, abre a boca e pede que você se lembre de alguma coisa que dói.
O retorno do escocês aos palcos carrega um peso que vai além da música. Dois anos afastado para cuidar da saúde mental e enfrentar os desafios da Síndrome de Tourette, Capaldi voltou sem precisar explicar nada. A presença no Lollapalooza Brasil foi, por si só, uma declaração. E o público entendeu. Não havia muita dança no Budweiser Stage naquela tarde, havia canto. Coletivo, alto, emocionado.

O show tem um ritmo próprio que pode desconcertar quem chega esperando adrenalina. É lento, é romântico e é triste de um jeito que não pesa, mas fica. Cada faixa funcionou menos como performance e mais como permissão para o público externalizar algo que carregava. Nesse sentido, Capaldi é um dos poucos artistas que consegue transformar um festival em algo parecido com uma conversa particular.
Nem todo show precisa fazer o corpo se mover para justificar sua presença num palco desse tamanho. Lewis Capaldi justificou o seu de outro jeito, fazendo a voz de quem estava na plateia tremer junto com a dele.
Imagem Destacada: Divulgação/Lollapalooza (Crédito: @diegopadilha)
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