Artista entrou com atraso, saiu com moral e deixou claro que seu som original de trap com funk não precisa de multidão para fazer sentido
Quando o grave bateu no Perry’s do Lollapalooza, já dava para entender que o atraso de vinte minutos ia ser esquecido rápido. N.I.N.A entrou sem cerimônia e sem precisar de muito, porque o som que ela carrega faz o trabalho por ela. A mistura de trap com funk que define seu estilo é uma das propostas mais originais que circulam na cena hoje, e ao vivo a equação se confirmou com naturalidade.
O palco não estava lotado. Numa tarde de Lollapalooza, com o sol ainda pesado e a concorrência de outros palcos, quem chegou ao Perry’s naquele horário fez uma escolha. E essa escolha ficou clara na energia de quem estava lá: um público menor, mas inteiro, que conhecia cada batida e não precisava ser convencido de nada.

N.I.N.A está num momento interessante de carreira, entre a ascensão e a consolidação, esse ponto em que o artista já tem identidade clara, mas ainda não esgotou o espaço que pode ocupar. O show refletiu exatamente isso. Foi sólido, competente, sem grandes surpresas, mas também sem tropeços. Ela entregou o que prometia, e o que promete já é bastante.
O Perry’s tem uma vocação própria para esse tipo de encontro, onde o eletrônico encontra influências urbanas e o resultado é algo que não cabe bem em nenhuma caixinha. N.I.N.A habita esse território com conforto, e ao vivo isso fica ainda mais evidente. Não foi o show do ano, mas foi o tipo de apresentação que planta a certeza de que da próxima vez o palco vai ser maior e a plateia vai ter crescido junto.
Imagem Destacada: Divulgação/Lollapalooza (Crédito: @vansbumbeersfoto)
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