Relembre a origem e mudanças do Lollapalooza no país ao longo desses 14 anos
O Lollapalooza chegou ao Brasil com mala e cuia: um histórico de mais de 30 anos nos EUA, um criador excêntrico chamado Perry Farrell e aquela proposta de misturar rock, eletrônico e rap num mesmo espaço. A ideia era simples e genial. Aqui, você descobre sua próxima banda favorita caminhando sem rumo entre palcos.
Era abril de 2012. O Jockey Club de São Paulo estava prestes a ser invadido por um barulho que ele nunca tinha ouvido antes. Cinquenta mil pessoas chegaram com a missão de ver Foo Fighters e Arctic Monkeys no mesmo fim de semana e ninguém sabia, naquele momento, que estava assistindo ao nascimento de um dos eventos mais importantes da história da música no país.
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A grande mudança
Em 2014, o festival cresceu e precisou de um espaço à sua altura. A solução foi o Autódromo de Interlagos , que já tinha visto Ayrton Senna acelerar até o limite, e agora veria uma multidão diferente fazer o mesmo com a adrenalina. Junto com a nova casa vieram novidades que definiram o Lolla dali pra frente: o Chef Stage, com opções gastronômicas pra todos os gostos, e aquela sensação de que o festival era mais que um show. Era uma experiência completa.
Os momentos que ninguém esquece
Cada edição tem sua própria personalidade. Mas algumas deixaram uma marca impossível de apagar.
2017 foi o ano do Metallica e se você estava lá, você sabe. Em 2022, a morte de Taylor Hawkins, baterista dos Foo Fighters, dias antes do festival obrigou uma reorganização de última hora que gerou um dos momentos mais emocionantes que o Lolla já registrou. E 2023, comemorando uma década do festival no Brasil, reuniu mais de 300 mil pessoas em três dias.
Por que ainda importa
Mais de uma década depois daquele primeiro fim de semana no Jockey Club, o Lollapalooza Brasil não é mais uma novidade, é uma instituição. Que sobreviveu cancelamentos, chuvas, pandemias e reorganizações de calendário. Que recebeu desde veteranos do rock até os nomes mais frescos do pop global.
O que faz o Lolla funcionar, no fundo, é a mesma coisa que Perry Farrell imaginou lá em 1991: um espaço onde músicas diferentes coexistem e onde o público constrói sua própria experiência. Numa época em que o algoritmo tenta prever cada gosto, há algo quase revolucionário em se perder entre palcos e sair de lá com uma nova banda favorita que você nem sabia que existia.
Isso é o Lollapalooza. E o Brasil faz parte dessa história desde o começo.
Matéria escrita por Gabriel Bizarro.
Imagem Destacada: Divulgação/Lollapalooza (Fotografia: MORIVA/Ariel Martini)
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