Apesar da premissa com um quê de ambiciosa, elenco e direção não acompanham proposta de “O Som da Morte”
A nova aposta do subgênero de objetos amaldiçoados chegou aos cinemas no último dia 6. “O Som da Morte” (“Whistle”, no original) apresenta a história de um grupo de estudantes do ensino médio marginalizados que, por acaso, encontra um artefato amaldiçoado: um antigo apito asteca associado à morte.
Ao descobrirem que, sempre que o objeto é soprado, o som perturbador que ele emite passa a invocar manifestações de suas próprias mortes futuras para persegui-los, os jovens se veem presos a uma escalada de eventos sobrenaturais que fogem completamente ao seu controle.
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“O Som da Morte” é um terror dirigido por Corin Hardy, conhecido por “A Freira”, e estrelado por Dafne Keen, reconhecida por seus papéis em “Logan” e “His Dark Materials”, ao lado de Sophie Nélisse, de “Yellowjackets”.
A produção é assinada pela Wild Atlantic Pictures, responsável por “A Morte do Demônio: A Ascenção”, em parceria com a Black Bear, associada a títulos como “O Macaco” e “Longlegs”. O elenco ainda conta com Sky Yang (“Rebel Moon”), Percy Hynes White (“Wandinha”) e Nick Frost (“Como Treinar Seu Dragão”). O roteiro é de Owen Egerton, conhecido por “Festival Sangrento”.
A premissa é instigante e apresenta elementos capazes de envolver o espectador. No entanto, as atuações oscilam e, em determinados momentos, comprometem a imersão, com interpretações que soam excessivamente artificiais. A narrativa também apresenta claras semelhanças com Premonição, especialmente na concepção da morte como força antagonista e na dinâmica das mortes que se sucedem de forma imprevisível.
A trilha sonora é um dos pontos altos, contribuindo de maneira eficaz para a atmosfera de tensão. Já a construção dos personagens segue arquétipos bastante recorrentes no gênero: a jovem popular, o namorado arrogante, o outsider apaixonado, a personagem sensível e a protagonista marcada por um passado traumático. Essa estrutura reforça a familiaridade, mas também limita a originalidade do conjunto.

O roteiro mantém certa consistência em alguns trechos, embora recorra com frequência a sustos previsíveis para reafirmar o tom de terror. Em termos de atuação, Dafne Keen demonstra intensidade e entrega física à personagem, ainda que apresente momentos de irregularidade. Sky Yang e Sophie Nélisse, por sua vez, oferecem interpretações mais equilibradas e conseguem estabelecer maior conexão emocional com o público.
Alguns personagens secundários carecem de relevância dramática, com participações pouco impactantes na progressão da trama. A participação de Michelle Fairley é breve e cumpre apenas a função expositiva, sem aprofundamento significativo. Além disso, a mitologia do artefato central carece de explicações mais consistentes, e as regras que regem os acontecimentos não são plenamente desenvolvidas. O desfecho, aberto, sugere a intenção de estabelecer uma franquia, deixando em dúvida a continuidade do projeto.
Imagem Destacada: Divulgação/Paris Filmes

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