Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Jovem Mulher

Oswaldo Marchi
12 de dezembro de 2017 3 Mins Read

Jovem Mulher posterO Festival de Cannes tem um prêmio chamado “Câmera de Ouro”, que é presenteado a diretores de primeira viagem que se destacam e merecem um incentivo para seguir com sua carreira. Esse ano, a vencedora da categoria foi a francesa Leònor Serraille, com seu primeiro longa “Jovem Mulher”, baseado em suas próprias experiências vivendo em Paris.

A trama segue Paula Simonian (Laetitia Dosch) uma mulher de 31 anos que, após 10 anos namorando o fotógrafo Joachim (Gregoire Monsaingeon), tem seu relacionamento terminado e se encontra sem rumo. Com poucos amigos, estranhada de sua família e sem experiências profissionais, Paula tem que se virar sozinha para se reorganizar e encarar a vida adulta de forma independente.

Se o objetivo de Serraille, que também escreveu o roteiro, era mostrar a angustia de não ter nenhuma certeza e ter que recomeçar do zero, ela foi muito bem sucedida. A direção é muito impactante quando mostra a falta de rumo da protagonista através de planos bem abertos dela vagando pelas ruas de Paris. Essa sensação de “perdida” também é representada, de maneira contrastante a anterior, com o uso de enquadramentos fechados na personagem enquanto ela passa por uma multidão em uma festa.

É notável também o modo como Serraille traz um pouco de humor à direção. Um exemplo ocorre logo em uma das primeiras cenas, que é um plano fechado no rosto de Paula, no qual a personagem olha para a câmera e justifica suas ações, aparentemente quebrando a quarta barreira. Porém, isso é rapidamente subvertido com um corte que revela que aquilo era, na verdade, o plano subjetivo de outro personagem – e um que não parece nem um pouco impressionado com a história da protagonista.

Esse humor também é mantido através da montagem de Clémence Carré, que prioriza ritmo e emoção à continuidade, resultando em várias cenas com jump cuts rápidos, mas que não distraem e que também servem para representar a instabilidade emocional de Paula.

Outro ponto de destaque do longa é a direção de arte, principalmente o figurino da protagonista. Sua peça principal de roupa é um casaco longo vermelho que ela rouba no início no filme e que, por consequência, passa a ser associado aos seus conflitos e está quase sempre em seus momentos mais graves. Em contrapartida, quando ela está mais segura, em um estado pacifico e estável, seu guarda-roupa troca para tons mais leves, como rosa e azul claro.Jovem Mulher 11

Essa personalidade volátil da personagem é o ponto central do roteiro, que se foca menos em uma narrativa especifica e mais nos acontecimentos da vida dessa mulher. Isso, porém, não significa que a produção seja uma sequência de cenas sem conexão, se assemelhando mais a uma história com diversas partes se desenvolvendo simultaneamente e que são todas conectadas pelo arco de amadurecimento e autodescobrimento da protagonista.

Isso tudo só é possível graças às ótimas atuações de todo o elenco: alguns personagens secundários são tornados bem memoráveis pelos seus atores, mesmo aparecendo só em uma ou duas cenas, mas quem recebe, merecidamente, todo o destaque da produção é a atriz principal, Laetitia Dosch.

Conseguindo tornar crível uma personagem bem complicada, Dosch interpreta bem o turbilhão de emoções pelo qual Paula está passando. Em um piscar de olhos ela troca de calma para explosiva e depois para triste, tendo cenas onde está com os nervos a beira da pele, e outras mais descontraídas. A atuação, e o senso de realidade que ela passa, é o principal motivo pelo qual o telespectador acaba se importando com a personagem, mesmo quando ela toma atitudes questionáveis ou pouco éticas.

Por fim, maior ponto negativo de “Jovem Mulher” é que ele não é um filme que se destaca muito em meio a outras produções centradas em personagem, fato que se deve a certa falta de foco e a uma história que, enquanto interessante, não é muito original. De qualquer modo, o longa continua sendo cativante, com uma execução competente e uma direção ótima, merecedora da sua “Câmera de Ouro”.

Reader Rating0 Votes
0
7

Quer estar por dentro do que acontece no mundo do entretenimento? Então, faça parte do nosso  CANAL OFICIAL DO WHATSAPP e receba novidades todos os dias.

Tags:

Cannes

Compartilhar artigo

Me siga Escrito por

Oswaldo Marchi

Publicitário formado no Rio de Janeiro, tem mais hobbies e ideias do que consegue administrar. Apaixonado por cinema e música, com um foco em filmes de terror trash e bandas de heavy metal obscuras. Atualmente também fala das trasheiras que assiste em seu canal do Youtube, "Trasheira Violenta".

Outros Artigos

IMG 1918
Anterior

Resenha: A mágica da arrumação, de Marie Kondo

00ccxp
Próximo

10 quadrinhos independentes lançados na CCXP

Próximo
00ccxp
12 de dezembro de 2017

10 quadrinhos independentes lançados na CCXP

Anterior
12 de dezembro de 2017

Resenha: A mágica da arrumação, de Marie Kondo

IMG 1918

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    A Volta dos Mortos-Vivos (1985), clássico dos filmes de terror trash de zumbi
    5 Filmes de Terror Trash Para Assistir (Ou Não) Numa Sexta-Feira 13
    Amanda Moura
    Festival Humor Contra Ataca 2026 com Tom Cavalcante como Roberto Carlos.
    Tom Cavalcante brilha com seu humor popular no Qualistage
    Thiago Sardenberg
    Frame do primeiro episódio, imagem de divulgação, com o protagonista de Samurai Champloo, Jin, com a expressão confiante e séria na animação de 2004.
    Samurai Champloo | Clássico Ganhará Live-action
    Nick de Angelo
    Alicia Sanz como a protagonista Natalie Flores em 'Push: no Limite do Medo', em cena do filme tensa segurando uma vela com a mão esquerda (à nossa direita) iluminando seu rosto no escuro.
    Push – No Limite do Medo | Resiliência Feminina e Maternidade em Suspense de Sobrevivência
    Roberto Rezende
    Jake Gyllenhaal (à esquerda) com mãos no bolso, de óculos escuros, e Henry Cavill (à direita) com mão na cintura e encostado olhando o ator ao lado, em paisagem de mansão no filme "Na Zona Cinzenta".
    Na Zona Cinzenta | Filme de Guy Ritchie com Henry Cavill e Jake Gyllenhaal Ganha Trailer
    Nick de Angelo

    Posts Relacionados

    A Volta dos Mortos-Vivos (1985), clássico dos filmes de terror trash de zumbi

    5 Filmes de Terror Trash Para Assistir (Ou Não) Numa Sexta-Feira 13

    Amanda Moura
    13 de março de 2026
    Alicia Sanz como a protagonista Natalie Flores em 'Push: no Limite do Medo', em cena do filme tensa segurando uma vela com a mão esquerda (à nossa direita) iluminando seu rosto no escuro.

    Push – No Limite do Medo | Resiliência Feminina e Maternidade em Suspense de Sobrevivência

    Roberto Rezende
    11 de março de 2026
    Jake Gyllenhaal (à esquerda) com mãos no bolso, de óculos escuros, e Henry Cavill (à direita) com mão na cintura e encostado olhando o ator ao lado, em paisagem de mansão no filme "Na Zona Cinzenta".

    Na Zona Cinzenta | Filme de Guy Ritchie com Henry Cavill e Jake Gyllenhaal Ganha Trailer

    Nick de Angelo
    10 de março de 2026
    O Agente Secreto

    O Agente Secreto | Filme Chega na Netflix Uma Semana Antes do Oscar 2026

    Nick de Angelo
    8 de março de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx
    Banner novidades amazon