De um episódio de CSI: Las Vegas aos famosos óculos de Horatio Caine, confira detalhes curiosos sobre uma das séries policiais mais populares dos anos 2000
Exibida entre 2002 e 2012, “CSI: Miami” conquistou o público com investigações criminais, paisagens ensolaradas e, claro, o estilo inconfundível de Horatio Caine, interpretado por David Caruso.
A produção teve dez temporadas e 232 episódios, tornando-se uma das séries mais conhecidas da franquia CSI. Mas existem muitos detalhes dos bastidores que podem passar despercebidos até pelos fãs mais atentos.
Confira 12 curiosidades sobre a produção.
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1. CSI: Miami começou dentro de CSI: Vegas
Antes de ganhar sua própria série, Horatio Caine, interpretado por David Caruso, apareceu em “Cross-Jurisdictions”, episódio 22 da segunda temporada de “CSI: Crime Scene Investigation”, exibido nos Estados Unidos em 9 de maio de 2002. O capítulo foi desenvolvido como um backdoor pilot, ou seja, uma espécie de episódio-piloto inserido dentro de uma série já existente para apresentar uma nova produção. A própria Paramount+ identifica o episódio como aquele que lançou “CSI: Miami”.
Na história, o ex-chefe de detetives de Las Vegas, Duke Rittle, é assassinado durante uma festa, enquanto sua esposa e sua filha de sete anos desaparecem. Quando a menina é localizada em Miami, Catherine Willows e Warrick Brown, da equipe de Las Vegas, viajam até a Flórida para ajudar na investigação. É lá que eles conhecem a equipe que seria apresentada ao público em “CSI: Miami”.
Além de Horatio, o episódio apresentou Calleigh Duquesne (Emily Procter), Eric Delko (Adam Rodriguez), Tim Speedle (Rory Cochrane) e Alexx Woods (Khandi Alexander), todos creditados como participações especiais. Essa mesma equipe seria levada para a série própria alguns meses depois.
Outro detalhe curioso é que, naquele momento, o projeto ainda chegou a ser chamado de “CSI: Miami-Dade” durante seu desenvolvimento. A série estrearia oficialmente no outono de 2002, já com o título CSI: Miami.
O episódio também estabeleceu uma pequena diferença entre as equipes: enquanto os investigadores de Las Vegas eram apresentados como profissionais que preferiam seguir as evidências, os personagens de Miami eram retratados como mais dispostos a trabalhar com teorias. A própria trama brinca com essa diferença quando Catherine e Calleigh discutem suas maneiras de investigar.
Assim, CSI: Miami não surgiu simplesmente como uma nova série da franquia: seu primeiro capítulo foi, na prática, apresentado ao público dentro de CSI: Crime Scene Investigation, permitindo que os espectadores conhecessem os futuros protagonistas antes da estreia oficial.

2. Foi o primeiro spin-off de CSI
“CSI: Miami” foi o primeiro derivado da franquia CSI. A série estreou oficialmente em setembro de 2002 e permaneceu no ar durante dez temporadas.
A produção acabou se tornando um dos maiores sucessos da franquia e chegou a ultrapassar a marca de 200 episódios.
3. Os famosos óculos de Horatio eram da Silhouette
Os óculos escuros se transformaram praticamente em uma extensão de Horatio Caine.
O modelo utilizado pelo personagem era fabricado pela empresa austríaca Silhouette. David Caruso participou da escolha do acessório durante o desenvolvimento do personagem, e os óculos acabaram se tornando uma de suas características mais reconhecíveis.
4. A produção tinha cerca de 130 pares dos óculos
Quando o modelo utilizado por Horatio deixou de ser fabricado, a produção conseguiu adquirir o último lote disponível.
Segundo informações divulgadas na época, havia aproximadamente 130 pares guardados para a série, enquanto cerca de dez ficavam disponíveis no set para as gravações.
O acessório acabou sendo tão associado ao personagem que praticamente virou parte do figurino oficial de Horatio.

5. O ritual dos óculos virou uma marca registrada
Horatio frequentemente encerrava uma fala com uma frase de efeito, colocava os óculos escuros e saía de cena enquanto começava a música de abertura.
A repetição desse recurso acabou transformando o personagem em um dos grandes memes da televisão dos anos 2000 e gerou inúmeras paródias.

6. A música de abertura é do The Who
A famosa música “Won’t Get Fooled Again”, da banda britânica The Who, era utilizada na abertura de “CSI: Miami”.
A combinação entre a música, as frases de Horatio e os óculos ajudou a criar uma das aberturas mais reconhecíveis da televisão.
7. Emily Procter estava grávida durante a 9ª temporada
Durante as gravações da nona temporada, Emily Procter, intérprete de Calleigh Duquesne, estava grávida de sua primeira filha.
A gravidez não foi incorporada à história de Calleigh. Por isso, a produção precisou esconder a barriga da atriz usando recursos como portas de carros, caixas, móveis e outros elementos de cena.
Procter também teve sua participação reduzida nas gravações durante o período final da gravidez.

8. Parte da série era realmente gravada em Miami
Apesar de “CSI: Miami” ter sido filmada principalmente na Califórnia, a produção fazia questão de viajar para a Flórida para registrar cenas na verdadeira Miami.
A equipe costumava gravar os dois primeiros e os dois últimos episódios de cada temporada em Miami, levando o elenco principal e uma parte significativa da equipe para a cidade. A produção também realizava tomadas aéreas de Miami várias vezes ao ano.
Enquanto isso, locais da Califórnia, especialmente Long Beach, eram utilizados para representar diferentes áreas de Miami.

9. Jim Carrey já imitou Horatio
Em 2007, Jim Carrey fez uma paródia de David Caruso e de seu personagem durante uma participação no “The Late Show with David Letterman”.
A imitação brincava justamente com as pausas dramáticas, a maneira de falar e, claro, os famosos óculos escuros de Horatio.
10. David Caruso já tinha participado de Rambo
Muito antes de se tornar Horatio Caine, David Caruso já possuía créditos importantes no cinema e na televisão.
Entre seus trabalhos está “First Blood”, o primeiro filme da franquia Rambo, lançado em 1982. Caruso interpretou Mitch, um policial que aparece no início da produção.
Para quem conheceu o ator principalmente por “CSI: Miami”, essa é uma de suas participações anteriores mais curiosas.

11. A equipe usava elementos reais da investigação forense
Apesar das liberdades dramáticas, a franquia CSI procurava utilizar tecnologia e conceitos baseados na ciência forense real.
A consultora e produtora Elizabeth Devine, que tinha experiência em laboratório criminal, ajudava os roteiristas a avaliar os procedimentos. Segundo o Washington Post, equipamentos mostrados na série eram reais, embora os roteiristas algumas vezes criassem usos diferentes ou acelerassem os resultados para fins dramáticos.
Um exemplo foi uma câmera de imagem térmica, equipamento utilizado por bombeiros para localizar pessoas em incêndios e que a série adaptou para uma investigação criminal.

12. O laboratório de Miami ficava na Califórnia
Um dos maiores truques de “CSI: Miami” estava justamente no cenário que o público mais associava à série: o laboratório criminal do Miami-Dade Police Department.
Apesar de a produção apresentar o edifício como a sede da equipe de Horatio Caine, as tomadas externas foram realizadas em Hawthorne, na Califórnia, no endereço 14600 Aviation Boulevard. O local aparece identificado nas bases de locações como o prédio utilizado para representar o quartel-general do CSI.
Na vida real, o imóvel não tinha absolutamente nada a ver com polícia ou investigação criminal. O edifício foi construído para funcionar como sede administrativa da Federal Aviation Administration Federal Credit Union, uma cooperativa de crédito ligada ao setor de aviação. Atualmente, o endereço é associado à SkyOne Federal Credit Union.
E existe outra coincidência curiosa: quem assistiu a “The O.C.” pode reconhecer o mesmo edifício. Na série adolescente, o local aparecia como o Newport Group, empresa onde Kirsten Cohen trabalhava. Ou seja, o mesmo prédio que para os fãs de “CSI: Miami” era o laboratório criminal de Miami-Dade também serviu como um importante endereço corporativo de “The O.C.”.
O interior, porém, não seguia necessariamente a mesma lógica. As cenas internas do laboratório eram produzidas em estúdio, enquanto o edifício de Hawthorne era utilizado principalmente para as tomadas externas que estabeleciam visualmente a sede da equipe. O estúdio utilizado pela produção ficava em Manhattan Beach, na Califórnia.
O resultado era tão convincente que, durante anos, muitos espectadores sequer imaginavam que aquele suposto laboratório policial de Miami estava, na verdade, a milhares de quilômetros da Flórida.

13. Curiosidade extra: CSI: Miami teve cenas gravadas no Brasil
Em 2006, “CSI: Miami” atravessou as fronteiras dos Estados Unidos para gravar cenas no Rio de Janeiro. A viagem aconteceu para a produção do episódio “Rio”, primeiro capítulo da quinta temporada, exibido nos Estados Unidos em 18 de setembro de 2006.
Na história, Horatio Caine (David Caruso) e Eric Delko (Adam Rodriguez) viajam para o Brasil em busca de Antonio Riaz, traficante responsável pela morte de Marisol, esposa de Horatio e irmã de Delko. A trama dá continuidade diretamente aos acontecimentos que encerraram a quarta temporada.
As gravações aconteceram em julho de 2006 e levaram a equipe a alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Rio. Arcos da Lapa, Corcovado, Cinelândia e Mirante Dona Marta estão entre os locais utilizados pela produção. Também foram feitas imagens aéreas da cidade, além de cenas em outras áreas da região.
A produção foi grande: segundo informações divulgadas na época, cerca de 170 pessoas participaram das filmagens, sendo aproximadamente 30 profissionais americanos. Além disso, cerca de 120 profissionais brasileiros foram contratados e aproximadamente 300 figurantes participaram das cenas.
A equipe também precisou providenciar efeitos especiais específicos para as sequências de ação. Para algumas cenas envolvendo facadas, foram utilizadas facas cenográficas especiais que podiam ser fixadas ao corpo, liberar sangue cenográfico e se retrair, permitindo que as cenas fossem realizadas com segurança.
David Caruso passou cerca de uma semana no Rio para as gravações e descreveu a experiência como “mágica” em entrevista publicada na época. O ator também explicou que a decisão de levar a série para outros países tinha relação com o enorme público internacional de “CSI: Miami”.
O episódio ainda se tornou um registro curioso para os fãs brasileiros, já que Horatio aparece em meio a alguns dos cenários mais conhecidos do Rio, incluindo o Cristo Redentor, enquanto a trama transforma a cidade em parte importante da investigação.
E existe uma curiosidade adicional: embora o episódio tenha sido produzido nos Estados Unidos, as cenas brasileiras foram realmente filmadas no Rio, e não apenas recriadas em locações californianas.
Uma série que deixou sua marca
Mesmo tendo terminado em 2012, “CSI: Miami” continua sendo uma das produções mais lembradas da franquia. O sucesso veio não apenas pelas investigações, mas também pela identidade visual, pelos personagens e por elementos que acabaram incorporados à cultura pop.
E, para muitos fãs, é impossível pensar em “CSI: Miami” sem imaginar Horatio Caine colocando os óculos escuros antes de a guitarra de “Won’t Get Fooled Again” começar.
Imagem destacada : Divulgação/CBS


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