Em seu sexto álbum de estúdio, cantor transforma mudanças pessoais, maturidade e liberdade criativa em um projeto intenso, sombrio e cheio de identidade
Adam Lambert está de volta, trazendo na bagagem seu sexto trabalho de estúdio e quinto formado por músicas inéditas. O cantor iniciou sua trajetória para o grande público em 2009, ao participar do reality show estadunidense “American Idol”, chegando ao segundo lugar. Após o programa, ganhou notoriedade e alcançou projeção mundial com seu primeiro disco, “For Your Entertainment”, ajudando a promover uma estética cultural alternativa, marcada pelo lápis de olho e por uma música pop com letras mais ousadas e melancólicas.
Com singles de sucesso como “Whataya Want from Me” e a participação na trilha sonora do filme “2012” com a canção “Time for Miracles”, Adam transitou por diversos projetos aclamados, incluindo participações em séries de televisão. Também assumiu os vocais do Queen + Adam Lambert, parceria que começou a se desenhar após o reality e se consolidou nos anos seguintes, com direito a turnês mundiais e à gravação de um álbum ao vivo.
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Voltando à sua discografia solo, seu álbum de estreia, “For Your Entertainment”, chegou ao terceiro lugar da Billboard 200, enquanto o single “Whataya Want from Me” alcançou o Top 10 da Billboard Hot 100. Em 2012, o cantor lançou o delicioso “Trespassing”, seu segundo álbum de estúdio, chegando ao mercado com força e estreando em primeiro lugar na Billboard 200, com destaque para o single “Never Close Our Eyes”.
Com o passar dos anos, Adam lançou mais três álbuns: “The Original High” (2015), “VELVET” (2020) e o mais recente, “High Drama” (2023). Este último é um álbum de releituras de grandes sucessos, como “West Coast”, de Lana Del Rey, “Chandelier”, de Sia, e “Holding Out for a Hero”, da incrível e talentosa Bonnie Tyler, que faleceu no dia 8 de julho de 2026.

Entre pausas, outros projetos e o lançamento do EP AFTERS, Adam está de volta com mais um conjunto de músicas inéditas
Intitulado apenas “ADAM”, o sexto álbum de Lambert foi lançado na última sexta-feira, 10 de julho. O disco mistura pop rock e uma pegada mais industrial, transitando diversas vezes, ao longo de sua execução, por uma sonoridade mais alternativa e orgânica.
Suas letras viscerais e intensas adicionam uma carga ainda mais sombria ao disco, mostrando que as reviravoltas na vida pessoal do artista encontraram uma forma de serem apresentadas ao público.
Embora a faixa não dite todo o tom do álbum, “Cloud 9” foi a queridinha em uma primeira audição. Com uma letra que leva o ouvinte ao limite, dando um gosto meio amargo de ápice e queda, a música é envolvida por uma batida eletrônica que traz um pouco da euforia da dance music.
Os vocais de Adam ainda conseguem remeter a tempos mais simples para os fãs que o acompanham há mais tempo. Aqui, ele deixa claro que sabe fazer um bom “pop perfection”, mesclando profundidade lírica e ritmo dançante.
Entre a dor de Am I OK” e a resposta de Under The Rhythm
Engana-se quem acredita que o álbum permanece apenas entre esse pop mais alternativo e a pegada densa do rock industrial. Em “AM I OK”, Adam revisita lugares de maior tensão e dor.
Ao longo da faixa, ele se questiona diversas vezes se está realmente bem. A pergunta se repete pelos versos, e os inúmeros questionamentos soam como uma espécie de súplica: um desejo de acreditar que está tudo bem quando, na realidade, existe a sensação de estar a um passo de desmoronar.
Adam consegue levar seus ouvintes às lágrimas, mas a dor logo dá lugar à faixa seguinte. “Under The Rhythm” surge como uma resposta à canção anterior. É uma outra versão de “Adam”, agora capaz de enxergar uma luz no fim do túnel.
O instrumental também traz uma nova roupagem ao álbum. A canção utiliza elementos do conhecido hit eurodance “Around the World (La La La La La)”, acrescentando uma camada nostálgica à produção.
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Uma nova fase na carreira de Adam Lambert
Ao lado do produtor executivo Pete Nappi, que já colaborou com artistas como GAYLE, Madison Beer e a banda australiana 5 Seconds of Summer, Adam Lambert constrói seu novo trabalho de maneira independente. Lançado pela More Is More, seu próprio selo, o disco reforça uma nova fase na carreira do artista.
O projeto chega em um momento mais maduro do cantor, após o término de um longo relacionamento e uma mudança de cenário, resultado de sua transição definitiva para Nova York.
Adam revela que existe muito de sua identidade neste álbum e, talvez por isso, o projeto tenha tanto do rockstar construído ao longo da última década. É possível perceber que o nascimento desse disco grita Adam em toda a sua concepção, seja nos ensaios, na construção visual dos elementos ou nas letras, que, em grande parte, são diretas ao ponto.
Enquanto isso, as batidas pesadas pulsam com intensidade, construindo no imaginário um clube underground sombrio, cenário ideal para essa nova fase do cantor de 44 anos.
Com esse novo trabalho, Adam Lambert se mostra disposto a dar continuidade à construção de sua discografia, mas sem se preocupar demais em seguir um caminho comercial. O artista quer preservar sua autoria e imprimir sua marca em cada criação musical, deixando claro que aquilo que estamos escutando é Adam Lambert do início ao fim.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por Inteligência Artificial


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