Para começar 2017 com tudo, vou falar hoje sobre “Os Cavaleiros do Zodíaco” (ou “Saint Seiya”, para os mais íntimos). Quase qualquer um que cresceu em terras brasileiras durante os anos 90 saberá quem eles são. As histórias dos defensores da deusa Atena cativou o público e chamou a atenção do grande público nacional para os animes. Ao longo de três décadas, foram lançados inúmeros spin-offs, mangás e animes novos, além de longa metragens e video games, ampliando ainda mais o universo criado originalmente por Masami Kurumada. Eu poderia falar sobre toda a obra pra sempre, mas hoje o assunto será o anime “Saint Seiya: Saintia Shô”, anunciado em dezembro de 2016 e baseado no mangá homônimo, escrito e ilustrado por Chimaki Kuori.

A história é protagonizada pelas saintias, uma classe exclusivamente feminina de guerreiras que protegem Saori Kido, a reencarnação da deusa Atena. Estas guerreiras são diferentes até das amazonas mascaradas que vemos nas histórias anteriores, e servem à deusa como sua guarda pessoal. A personagem principal no spin-off é a saintia Shoko de Cavalo Menor. Seu design lembra (até demais) o do protagonista da série clássica, Seiya de Pégaso (quase uma “Seiya de Saia”, com o perdão de parecer trocadilho). Ela quer salvar sua irmã, também uma saintia, que é inesperadamente possuída pela deusa Éris, enquanto também precisa proteger Atena.

Nunca antes foi utilizado o protagonismo feminino no universo de Saint Seiya, e enquanto o que li do mangá parece ainda apresentar alguns clichês, a história está sendo escrita e ilustrada, afinal, por uma mulher. E são as mulheres, é claro, que vão decidir se estão sendo devidamente representadas nesta nova obra ou não.

A trama ocorre paralelamente aos arcos da Guerra Galáctica e Santuário, da história clássica, trazendo também alguns personagens já conhecidos, incluindo o Cavaleiro de Ouro Milo de Escorpião, e outros que não revelarei, pra não dar muitos spoilers. A autora, Chuimaki Kuori, traz belos traços em sua obra, sem descaracterizar os personagens clássicos. Resta-nos saber se o mesmo tratamento estético será levado à adaptação para animação.

Com o mangá ainda sendo publicado no Japão, trazido ao Brasil pela editora JBC, ainda não há data definida para a estreia da animação, especulando-se que ela será veiculada como série para a TV japonesa. Ainda este ano devemos ter maiores novidades. Esperamos que o novo anime se saia bem, assim como outro spin-off recente, o excelente “Alma de Ouro (Soul of Gold)”, protagonizado pelos Cavaleiros de Ouro – motivo de uma geração inteira de crianças nos anos 90 aprenderem seus signos.