Bragantino segura pressão, sofre empate no fim e fecha turno no G-4
O Campeonato Brasileiro voltou com toda a eletricidade que o torcedor tanto sentia falta. Na noite desta sexta-feira, 17 de julho de 2026, o Red Bull Bragantino foi até o lendário Estádio do Maracanã para encarar o Fluminense, em um confronto válido pelo encerramento do primeiro turno da competição nacional.
A partida trazia uma enorme expectativa sobre como as equipes reagiriam após a pausa no calendário, e o que se viu no Rio de Janeiro foi um duelo de tirar o fôlego, recheado de alternativas táticas, cartões vermelhos e uma dose dramática de emoção nos acréscimos, terminando com o placar de 1 a 1.
Com o resultado, a equipe de Bragança Paulista somou um ponto crucial fora de casa. O Massa Bruta, sob o comando do experiente técnico Vagner Mancini, encerrou oficialmente a primeira metade do campeonato com uma sólida campanha de 30 pontos em 19 partidas, acumulando nove vitórias, três empates e sete derrotas, o que assegura a permanência provisória no prestigiado pelotão do G-4.
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Ímpeto inicial e o faro de gol de Sasha
Diferente de muitas equipes que adotam uma postura excessivamente conservadora quando jogam como visitantes, o Bragantino subiu o tom desde os primeiros segundos de jogo. Explorando a velocidade pelos lados do campo, o time paulista começou a incomodar a saída de bola do Fluminense. O atacante Fernando se transformou rapidamente na principal engrenagem ofensiva do time no início do confronto, arriscando chutes perigosos de fora da área e quebrando as linhas de marcação com investidas verticais.
A recompensa pelo volume de jogo inicial veio aos 27 minutos da primeira etapa. Após uma roubada de bola cirúrgica e uma transição ofensiva muito veloz, o centroavante Eduardo Sasha mostrou por que é uma das principais referências deste elenco.
Com um posicionamento impecável dentro da área, o camisa 8 recebeu o passe açucarado e estufou as redes do Maracanã, inaugurando o marcador. O gol premiou a inteligência tática do Braga, que soube fechar os espaços do Fluminense e punir o adversário no momento exato.
O caos dos cartões vermelhos
Se o primeiro tempo foi dominado pela estratégia e equilíbrio, a segunda etapa guardou um roteiro completamente caótico. O Fluminense voltou do vestiário pressionando em busca do empate, forçando o Bragantino a recuar suas linhas estruturais. A estabilidade do Massa Bruta começou a ser seriamente testada aos 18 minutos do segundo tempo, quando o lateral Agustín Sant’Anna cometeu uma falta dura, recebeu o cartão vermelho direto e deixou os visitantes com um homem a menos.
A partir da expulsão, Mancini foi obrigado a recompor o sistema defensivo, sacrificando o autor do gol, Sasha, para a entrada de Andrés Hurtado. A pressão carioca se transformou em um verdadeiro abafa. Nos minutos finais, os ânimos se exaltaram completamente.
O meia Fabinho, que havia entrado no decorrer da etapa complementar, também foi expulso pelo lado paulista aos 45 minutos. Pouco depois, foi a vez de John Kennedy, do Fluminense, receber o cartão vermelho após um desentendimento generalizado. O jogo virou uma batalha de nervos e pura resistência.
O castigo cruel nos acréscimos
Quando a vitória heroica do Bragantino parecia selada no Maracanã, o futebol puniu a equipe de Bragança Paulista pela postura excessivamente recuada no fim. Devido às paradas pelas expulsões, o árbitro concedeu um longo período de acréscimo.
Aos 58 minutos do segundo tempo (90+13′ de jogo), em uma das últimas bolas alçadas na área pelo Fluminense, o zagueiro Ignácio subiu mais alto que a zaga do Braga e cabeceou para vencer o goleiro Tiago Volpi, decretando o empate amargo em 1 a 1. Um balde de água fria para o esforço defensivo do Massa Bruta.
Os destaques do Massa Bruta

Apesar do gosto amargo pelo gol sofrido no apagar das luzes, o Bragantino teve atuações individuais muito boas que merecem ser exaltadas:
Eduardo Sasha, o Atacante, foi o coração do time enquanto esteve em campo. Além de marcar o gol solitário com extrema frieza, deu um suporte defensivo espetacular, ajudando na primeira linha de combate antes de ser substituído por questões táticas após a expulsão na equipe.
Fernando foi uma válvula de escape fantástica pela ponta esquerda. Atormentou a defesa adversária nos primeiros 45 minutos com dribles em velocidade e foi o responsável por desafogar o time quando a pressão rival sufocava a saída de bola.
Tiago Volpi, embora tenha sofrido o gol no último lance, o experiente goleiro fez defesas importantes ao longo do segundo tempo e demonstrou liderança para organizar a linha de zaga sob intenso bombardeio aéreo.
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Olhando para a frente: calendário internacional
O Bragantino não terá tempo para lamentar os dois pontos que escaparam entre os dedos. O foco do clube agora muda drasticamente de órbita. O Massa Bruta arruma as malas para viajar até Lima, no Peru, onde enfrentará o Sporting Cristal na próxima quarta-feira, 22 de julho, às 21h30 (horário de Brasília), no Estádio Nacional, pelo jogo de ida dos playoffs da CONMEBOL Sudamericana.
Pelo Brasileirão, a caminhada do returno recomeça apenas no dia 26 de julho, em casa, diante do Coritiba, onde o time buscará a reabilitação para se manter firme no sonho de uma vaga direta na Libertadores.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por Inteligência Artificial


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