No primeiro fim de semana de Copa, trazemos oito goleiros que marcaram época na competição. A lista reúne um brasileiro bicampeão mundial e outros grandes nomes da posição que ajudaram a construir a história dos Mundiais
Na Copa do Mundo de 2022, Lionel Messi foi, de forma indiscutível, o grande jogador do torneio, com sete gols e três assistências. Mas a Argentina não teria conquistado o título sem o trabalho coletivo de nomes como De Paul, Enzo Fernández, Paredes e Julián Álvarez, além de um personagem menos badalado, mas decisivo: Emiliano Martínez.
Conhecido como Dibu Martínez, o goleiro brilhou nas disputas de pênaltis contra a Holanda, nas quartas de final, e contra a França, na decisão. Também foi dele uma defesa espetacular no chute de Kolo Muani, já nos minutos finais da prorrogação, que manteve o emocionante empate por 3 a 3 antes de mais uma atuação decisiva nas cobranças.
Ao longo dos quase 100 anos de história da Copa do Mundo, diversos goleiros desempenharam papéis fundamentais para suas seleções e deixaram suas marcas na competição. Relembre alguns deles.
Guillermo Ochoa | México
O primeiro nome da lista talvez seja o mais folclórico. Guillermo Ochoa é tão associado à seleção mexicana que muita gente sequer sabe por quais clubes ele passou. Ídolo do América do México, o goleiro entra nesta seleção por um feito alcançado por apenas três jogadores na história: ter sido convocado para seis Copas do Mundo diferentes. Os outros dois? Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

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Gordon Banks | Inglaterra
Campeão da Copa do Mundo de 1966, a única conquistada pela Inglaterra, Gordon Banks defendeu a seleção inglesa em 73 partidas. Apesar do título, seu nome ficou eternizado por conta da chamada “defesa do século”. Na Copa de 1970, em um duelo contra o Brasil, Banks fez uma intervenção histórica para impedir um gol de cabeça de Pelé. Entre 1966 e 1970, foi eleito seis vezes o melhor goleiro do mundo pela FIFA.

Taffarel | Brasil
Campeão mundial em 1994, Taffarel disputou as três Copas da década de 1990 e chegou a duas finais consecutivas. No tetra, destacou-se pelas grandes defesas e pela tranquilidade nas disputas de pênaltis. Também virou personagem marcante nas transmissões de Galvão Bueno graças ao inesquecível bordão: “Sai que é sua, Taffarel!”.
No futebol brasileiro, defendeu Internacional e Atlético Mineiro. Atualmente, integra a comissão técnica da Seleção Brasileira como preparador de goleiros.

Buffon | Itália
Ídolo do Parma e, principalmente, da Juventus, Gianluigi Buffon também entrou para a história da seleção italiana ao conquistar a Copa do Mundo de 2006. Na final, a Itália superou a França nos pênaltis e levantou o quarto título mundial da Squadra Azzurra.
Ao lado de Zambrotta, Cannavaro, Materazzi e Fabio Grosso, Buffon foi peça central de uma campanha defensiva impressionante. Em sete jogos, a Itália sofreu apenas dois gols. No futebol de clubes, o goleiro ainda teve uma breve passagem pelo Paris Saint-Germain.

Neuer | Alemanha
Outro goleiro convocado para cinco Copas do Mundo, Manuel Neuer foi um dos protagonistas da conquista alemã em 2014, justamente sobre a Argentina. No Brasil, aquela seleção também ficou marcada pela histórica vitória por 7 a 1 sobre os donos da casa, em pleno Mineirão.
Neuer revolucionou a posição ao popularizar o papel do goleiro-líbero, atuando frequentemente fora da área para auxiliar a defesa na construção das jogadas. Sem abrir mão da segurança sob as traves, acumulou títulos tanto pela seleção alemã quanto pelo Bayern de Munique.

Oliver Kahn | Alemanha
Nem todas as lendas conseguiram levantar a taça. Oliver Kahn, por exemplo, esteve muito perto disso em 2002, mas encontrou um Ronaldo Fenômeno inspirado na final disputada no Estádio Internacional de Yokohama.
Até aquele jogo, a campanha defensiva da Alemanha era praticamente impecável, com apenas um gol sofrido em seis partidas. Kahn foi o grande destaque da equipe e acabou premiado como melhor jogador da Copa do Mundo. Até hoje, ele segue sendo o único goleiro a receber essa honraria, concedida aos principais destaques do torneio desde 1982.

Gilmar | Brasil
Gylmar dos Santos Neves, ou simplesmente Gilmar, é o único goleiro da história a conquistar duas Copas do Mundo como titular. O brasileiro esteve presente nos títulos de 1958, na Suécia, e de 1962, no Chile.
Ídolo tanto de Santos quanto de Corinthians, acumulou uma galeria de títulos impressionante: duas Copas Libertadores, dois Mundiais de Clubes, cinco Campeonatos Brasileiros e oito Campeonatos Paulistas. Seu legado foi tão grande que o próximo nome desta lista o apontava como o maior goleiro de todos os tempos.

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Lev Yashin | União Soviética
Conhecido como “Aranha Negra”, Lev Yashin foi o principal goleiro da União Soviética nas Copas de 1958, 1962 e 1966, além de ter sido convocado para o Mundial de 1970 como reserva.
Maior nome daquela geração soviética, ajudou a seleção a alcançar seu melhor resultado em Copas do Mundo, o quarto lugar em 1966. Sua influência ultrapassou resultados e títulos. Yashin revolucionou a maneira de jogar na posição e inspirou gerações de goleiros ao redor do mundo.

Em 2019, a revista France Football criou o Troféu Yashin, premiação destinada ao melhor goleiro da temporada. O primeiro vencedor foi o brasileiro Alisson Becker, enquanto o italiano Gianluigi Donnarumma figura entre os vencedores mais recentes da honraria que leva o nome da lenda soviética.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por inteligência artificial


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