Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica (2): Fala Comigo

Luísa Lacombe
13 de julho de 2017 3 Mins Read

03 Fala Comigo 9.3 1“Fala Comigo”, filme de estreia do diretor Pedro Sholl, tem recebido comparações da crítica que vão desde Almodóvar a Todd Solondz. A referência ao segundo, diretor de “Felicidade”, se dá primeiramente na apresentação de pessoas com hábitos peculiares e até grotescos. Fazendo uma análise mais profunda, porém, é possível notar outro ponto em comum: o distanciamento do público com os personagens, que, embora extremamente críveis e humanos, não são capazes de despertar uma empatia genuína. Esse detalhe, que em muitos casos prejudica o resultado final, é o que dá força ao filme de Sholl.

Na trama, o adolescente Diogo tem o fetiche de telefonar para as pacientes da mãe, psicóloga, e se masturbar durante as ligações. Um dia, uma das mulheres o procura de volta. E começa o relacionamento entre o garoto e Ângela, uma musicista frustrada, recém- divorciada, de 43 anos.

É interessante como um filme que faz tanto uso de closes mantenha o público tão afastado de seus personagens. Embora os apresente sem pudores, ao final do longa, fica a sensação de que de fato não conhecemos aquelas figuras. Diogo, Ângela, a família do rapaz, seus colegas de escola, poderiam ser nossos vizinhos. Nos lembram qualquer pessoa, mas nenhuma em especial.

Fala Comigo 3

Em momento algum Sholl tenta redimir as escolhas feitas na tela – sejam dos amantes protagonistas, ou dos pais dos meninos. O envolvimento de Diogo e Ângela não é justificado ou baseado em qualquer tipo de crença – no amor, na liberdade – como em outras produções. Não é exigido do público aceitar e se envolver com o relacionamento do casal. Ele apenas discorre no filme do mesmo modo que todos os outros acontecimentos. como a hipocondria da irmã caçula, uma breve experiência homossexual, ou a discussão entre os pais. É a vida que segue seu fluxo.

Enquanto o romance se desenvolve, os pais de Diogo vivem a crise conjugal e seu melhor amigo não é honesto com a namorada. Em um mundo onde o silêncio preenche grande parte das lacunas na comunicação entre as pessoas, é natural que o casal de protagonistas se entregue um ao outro de forma tão plena. Afinal, o que existe para ser discutido, racionalizado? Se Ângela e Diogo realmente se amam e vão ficar juntos, pouco importa. O que fica, quando as luzes se acendem, é um mosaico de relações estabelecidas no silêncio e na distância. O título não poderia ser mais adequado. Sem cair num lugar comum, recorrendo a uma crítica pastiche da “modernidade líquida”, e sem uma obrigação moral de prender o público pela empatia e pela proximidade, Sholl cria uma obra que nos cativa pelo tom de realidade que é mostrado.

Fala Comigo 5

O elenco é encabeçado por Denise Fraga, que interpreta Clarice, mãe de Diogo e psicóloga de Ângela. O papel lembra o que representou no longa “As Melhoras Coisas do Mundo”, mas sem o mesmo otimismo. Seu desempenho contido e eficiente se repete no restante do elenco, com exceção de Pedro Karabachian (Diogo), que transparece um pouco de inexperiência durante o filme. Vista recentemente em “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert, Karina Teles é a que mais se encaixa na proposta do longa, trazendo uma Ângela que provoca as mais diferentes reações, da reprovação a pena, nos remetendo aos personagens de Solondz. A sequência em que discute com Clarice é a melhor do filme, com um desempenho louvável de ambas as atrizes. De certo modo, talvez essa seja a que melhor sintetiza o longa: vemos duas mulheres incapazes de se compreender, apoiadas apenas na própria perspectiva.

“Fala Comigo” não se propõe a verdades absolutas. Pode não ser memorável, mas tem uma identidade madura e voz própria que o destacam da média.

Reader Rating0 Votes
0
7.5

Quer estar por dentro do que acontece no mundo do entretenimento? Então, faça parte do nosso  CANAL OFICIAL DO WHATSAPP e receba novidades todos os dias.

Tags:

Estreia

Compartilhar artigo

Me siga Escrito por

Luísa Lacombe

Sua formação é em cinema, e os interesses incluem televisão e quadrinhos. Nas horas vagas, faz tirinhas.

Outros Artigos

Emmy Awards 2021
Anterior

Os indicados para o Emmy 2017

DPA o filme poster
Próximo

Crítica: D. P. A. – O Filme

Próximo
DPA o filme poster
13 de julho de 2017

Crítica: D. P. A. – O Filme

Anterior
13 de julho de 2017

Os indicados para o Emmy 2017

Emmy Awards 2021

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Pecadores está entre os melhores filmes de terror de 2025
    Os 5 melhores filmes de terror de 2025 (e 1 decepção)
    Amanda Moura
    Perry Bamonte tocando com o The Cure
    Perry Bamonte | Morre o Multi-instrumentista do The Cure
    Amanda Moura
    Steve Rodgers em Vingadores: Doutor Destino
    Vingadores: Doutor Destino | Saiu o 1⁰ Trailer Oficial do Filme
    Amanda Moura
    Logo do Big Brother Brasil, promocional para a 25ª edição. BBB 26
    BBB 26 | Atriz Veterana da Globo Cotada Para Participar do Reality
    Amanda Moura
    Capas dos álbuns "The Rise and Fall of a Midwest Princess", "Fancy That", "American Heart", "Imaginal Disk", de Chappell Roan, PinkPantheress, Benson Boone, e Magdalena Bay, respectivamente.
    Novo Pop Internacional | Os Artistas Que Dominaram Playlists e Tendências em 2025
    Cesar Monteiro

    Posts Relacionados

    Pecadores está entre os melhores filmes de terror de 2025

    Os 5 melhores filmes de terror de 2025 (e 1 decepção)

    Amanda Moura
    30 de dezembro de 2025
    Steve Rodgers em Vingadores: Doutor Destino

    Vingadores: Doutor Destino | Saiu o 1⁰ Trailer Oficial do Filme

    Amanda Moura
    23 de dezembro de 2025
    Josh O'Connor como protagonista de "Dia D"("Disclosure Day") no trailer do filme dirigido por Steven Spielberg.

    Dia D | O Mestre Steven Spielberg Está de Volta Com História Sobre Extraterrestres

    Roberto Rezende
    17 de dezembro de 2025
    Daniel Craig como o protagonista do terceiro filme da série "Knives Out". Ele segura um papel e olha com seus óculos levemente caídos, um homem vê atrás dele também e também a delegada.

    Vivo Ou Morto: Um Mistério Knives Out | Fé Demais Não Cheira Bem no Suspense da Netflix

    Roberto Rezende
    17 de dezembro de 2025
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx
    Banner novidades amazon